Em 2024, o uso de dispositivos inteligentes em domicílios com internet no Ceará apresentou uma queda expressiva de 24,5% em relação ao ano anterior. A informação consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – TIC, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE.
Dispositivos como câmeras de segurança, caixas de som conectadas, lâmpadas inteligentes, robôs aspiradores, ar-condicionados e geladeiras com conectividade, além de assistentes virtuais como Alexa e Google Assistente, estão se tornando menos comuns nos lares cearenses. O total de casas com internet e ao menos um desses aparelhos caiu de 407 mil em 2022 para 307 mil em 2023.
Isso significa que apenas 9,9% dos lares com acesso à internet no estado utilizavam algum tipo de tecnologia inteligente no ano passado – ou seja, menos de 1 a cada 10 domicílios. Em contraste, o número de residências com internet mas sem dispositivos inteligentes subiu, atingindo 2,8 milhões, um crescimento de 10,5% frente ao ano anterior.
Fortaleza segue a mesma trajetória
A capital cearense também registrou retração na adoção desses equipamentos. Em Fortaleza, a quantidade de domicílios com dispositivos inteligentes caiu de 207 mil em 2023 para 181 mil em 2024, uma redução de 12,5%.
Em termos proporcionais, a queda também é significativa: em 2022, 18,5% dos lares com internet tinham esses aparelhos. Esse número caiu para 15,5% em 2023 e, agora, chegou a 12,7% em 2024.
Tendência nacional aponta crescimento
Enquanto o Ceará recua, o Brasil segue no sentido contrário. O número de casas com internet que adotaram tecnologia inteligente cresceu 16,4% em 2024. Foram 13,5 milhões de domicílios com dispositivos conectados no país, frente a 11,6 milhões no ano anterior.
No Nordeste, o Ceará ficou atrás de estados como Bahia (623 mil domicílios) e Pernambuco (412 mil). Confira os dados regionais:
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Bahia: 623 mil
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Pernambuco: 412 mil
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Ceará: 307 mil
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Paraíba: 211 mil
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Maranhão: 207 mil
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Rio Grande do Norte: 202 mil
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Alagoas: 118 mil
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Piauí: 108 mil
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Sergipe: 90 mil
Cenário aponta para desafios na conectividade e adesão tecnológica
Apesar do avanço da infraestrutura de internet, os dados revelam um descompasso entre o acesso à rede e a adoção de tecnologias domésticas inteligentes no Ceará. Especialistas avaliam que fatores como preço, desconhecimento sobre os benefícios ou prioridade em outros tipos de consumo podem estar influenciando essa desaceleração.
A expectativa é que, com o barateamento desses produtos e maior disseminação de suas utilidades, o uso de tecnologia inteligente volte a crescer no estado nos próximos anos.
