Fortaleza – CE | segunda-feira 7 de setembro de 2026 / 09:51

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Tecnologia em fôrmas e escoramentos revoluciona produtividade em obras

Soluções sem uso de guindastes, sensores IoT e inteligência artificial garantem segurança e cumprimento de cronogramas em cenários desafiadores

A engenharia civil está vivenciando uma transformação silenciosa, mas decisiva, nos sistemas de fôrmas e escoramentos. Empreiteiras ao redor do mundo estão adotando tecnologias que eliminam a dependência de guindastes e incorporam inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para superar gargalos logísticos em áreas urbanas densas e projetos de infraestrutura complexa.

Essas inovações visam mitigar riscos de segurança e atrasos, uma vez que a disponibilidade limitada de guindastes é frequentemente um entrave crítico. A modelagem da informação da construção (BIM) e a IA agora permitem desenhar layouts de fôrmas antes mesmo da chegada dos materiais, otimizando geometrias complexas e reduzindo desperdícios.

Casos de sucesso internacional

  • Reino Unido (Londres): No projeto South Molton Triangle, avaliado em £ 500 milhões, a Peri UK implementou o sistema RCS MAX Shaft. A tecnologia permitiu que fôrmas de até 20 toneladas fossem elevadas hidraulicamente sem uso de guindastes, economizando cerca de seis içamentos por ciclo e permitindo a continuidade das obras mesmo sob ventos fortes. As estruturas principais foram concluídas em setembro de 2025.
  • Chile (Santiago): O edifício residencial Parque Arboleda II exigiu soluções sob medida para colunas em formato de “tetragota”. A empresa Ulma utilizou modelagem 3D para planejar uma concretagem em duas etapas, garantindo precisão nas armaduras densas e múltiplos ângulos da estrutura.
  • Alemanha (Happurg): Na revitalização de uma usina hidrelétrica, a Paschal forneceu fôrmas móveis para um túnel de inspeção de 530 metros. O sistema permitiu a movimentação manual da estrutura sobre rodízios, facilitando a logística no subsolo. A obra deve ser entregue em março de 2026.

Digitalização e Sensores

Além da mecânica, a digitalização avança no canteiro. No projeto da ferrovia HS2, no Reino Unido, a Peri utilizou sensores de compactação embutidos para monitorar concretagens em fôrmas seladas de geometria complexa. Os dados em tempo real garantiram o preenchimento correto e a qualidade estrutural, eliminando a incerteza visual do processo.

Fonte: Redação
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