Fortaleza – CE | sábado 5 de setembro de 2026 / 01:59

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Mercado de escritórios corporativos retoma fôlego

Taxa de desocupação recuou de até 30% no auge da pandemia para 16% ao final de 2025, com Faria Lima operando a apenas 7% de vacância e empresas priorizando espaços eficientes e bem localizados

O mercado de escritórios corporativos começa a apresentar sinais mais consistentes de recuperação, após anos de incerteza e esvaziamento provocados pela pandemia. Segundo Júlia Botelho, economista e CEO da Match Point, a taxa de vacância, que chegou a patamares entre 25% e 30% nos momentos mais críticos, encerrou 2025 próxima de 16%. Embora ainda esteja acima do ponto de equilíbrio — estimado em torno de 10% —, a trajetória de queda é clara e indica que a demanda, mesmo seletiva, volta a ganhar corpo.

Faria Lima opera com apenas 7% de vacância enquanto áreas periféricas enfrentam até 50%

A retomada, no entanto, está longe de ser uniforme. Regiões consideradas “prime” seguem puxando a fila da ocupação. A Faria Lima opera com apenas 7% de vacância, enquanto Pinheiros registra taxas em torno de 12%. Já áreas mais afastadas dos grandes eixos corporativos e com menor oferta de transporte público continuam enfrentando dificuldades significativas, com índices de desocupação que variam entre 40% e 50%, como em Interlagos, Panambi e Santo Amaro.

O recado do mercado é direto: localização voltou a ser praticamente um ativo financeiro para o segmento corporativo.

Pandemia mudou a lógica de ocupação dos espaços corporativos

A pandemia transformou a estratégia das empresas em relação aos seus espaços de trabalho. Antes, a palavra de ordem era adensar — colocar mais pessoas em menos espaço. Agora, a estratégia é outra: empresas buscam escritórios mais eficientes, bem localizados e que ofereçam qualidade de vida para incentivar o retorno ao trabalho presencial.

Essa mudança de paradigma beneficia edifícios modernos, com boa infraestrutura e conectividade, enquanto prédios mais antigos e em localizações secundárias tendem a permanecer com taxas de vacância elevadas por mais tempo.

Fonte: Redação
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