Fortaleza – CE | sábado 5 de setembro de 2026 / 13:32

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Eficiência e sustentabilidade impulsionam o uso do aço na indústria nacional

Além de reduzir em até 80% o consumo energético, a adoção de fornos elétricos a arco e o reaproveitamento de sucatas otimizam custos operacionais.

Reconhecido por sua capacidade de ser reaproveitado inúmeras vezes sem perder suas propriedades essenciais, o aço consolida-se como um recurso estratégico para o desenvolvimento industrial brasileiro. A possibilidade de transformar o material em novas ligas não apenas diminui os custos operacionais, mas também atenua os impactos ambientais em setores que vão desde a fabricação de veículos até a edificação de grandes obras.

Avanços tecnológicos e economia de energia

O aprimoramento dos métodos de produção tem sido fundamental para alavancar a reciclagem. Um grande diferencial atual é a implementação dos fornos elétricos a arco. Ao utilizarem majoritariamente sucatas metálicas em vez de minério de ferro primário, essas tecnologias conseguem diminuir o gasto de energia elétrica em cerca de 80%, aumentando consideravelmente a eficiência nas plantas siderúrgicas.

Do ponto de vista ambiental, os ganhos são expressivos. A cada tonelada de aço reciclado que retorna à cadeia, evita-se a extração de aproximadamente 1,4 tonelada de minério de ferro, além de poupar centenas de quilos de carvão e calcário. Esse ciclo sustentável traz previsibilidade financeira para o setor, já que a reinserção de sucatas estabiliza a aquisição de matérias-primas e fomenta todo um mercado de coleta e processamento prévio.

Consumo em alta reflete a força da economia

O mercado interno acompanhou essa evolução estrutural. Dados recentes do Instituto Aço Brasil revelam que o país absorveu 26,1 milhões de toneladas do produto em 2024, número que dialoga com o crescimento de 3,4% da economia nacional no mesmo período. A construção civil desponta como a principal demandante, consumindo mais de 37% de toda a produção, seguida de perto pela indústria automotiva e pelo segmento de bens de capital.

Para Valdomiro Roman, diretor de operações da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), as características intrínsecas do metal garantem sua longa vida útil nas fábricas. Ele avalia que a manutenção do desempenho técnico aliado à sustentabilidade são os pilares para a competitividade em diversas áreas da economia estrutural do Brasil.

Fonte: Redação
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