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Capitais nordestinas e compactos sustentam preços dos imóveis

Levantamento FipeZAP mostra avanço de 0,42% em maio, com destaque para Aracaju, João Pessoa e apartamentos de um dormitório.

Os preços dos imóveis residenciais continuaram subindo em maio, mas a valorização ficou mais seletiva. Segundo o Índice FipeZAP, a alta média nacional foi de 0,42%, abaixo do avanço de 0,51% registrado em abril.

Mesmo com a desaceleração mensal, o levantamento mostra um mercado ainda espalhado por quase todo o país. Das 56 cidades monitoradas, 51 tiveram aumento nos valores de venda, incluindo 19 das 22 capitais acompanhadas.

Preços dos imóveis têm liderança nordestina

O Nordeste concentrou as maiores altas de maio e reforçou seu protagonismo no mercado residencial. Aracaju liderou o ranking mensal, com avanço de 1,88%, seguida por João Pessoa, com 1,46%; Teresina, com 1,43%; Salvador, com 1,15%; e Natal, com 1,01%.

A força da região combina crescimento urbano, turismo, expansão populacional e preços ainda mais acessíveis que os grandes centros do Sudeste. Esse conjunto tem ampliado a demanda de compradores e investidores por capitais nordestinas.

Na direção oposta, apenas três capitais registraram recuo no mês: Porto Alegre, com queda de 0,53%; Belém, com retração de 0,40%; e Brasília, com variação negativa de 0,05%.

Compactos mostram maior liquidez

Além da leitura regional, o FipeZAP apontou maior valorização dos imóveis de um dormitório. Esse perfil subiu 0,55% em maio, enquanto unidades de três dormitórios avançaram 0,28%, o menor resultado entre os tipos analisados.

No acumulado de 12 meses, a diferença também é relevante. Apartamentos de um quarto registram alta de 7,35%, contra 4,52% das unidades de três dormitórios. O desempenho sugere demanda mais firme por moradias compactas, seja para uso próprio, renda com aluguel ou investimento.

Juros elevados ajudam a explicar o movimento, já que imóveis menores costumam exigir tíquete de entrada mais baixo e podem oferecer liquidez maior em regiões centrais ou turísticas.

Valorização nominal perde para inflação

Apesar da alta dos preços, o mercado residencial ainda mostra perda de força em termos reais. De janeiro a maio, o Índice FipeZAP acumula valorização de 1,96%, abaixo do IPCA, que soma 3,24%, e do IGP-M, com 3,79% no período.

Isso significa que os imóveis seguem ficando mais caros nominalmente, mas perdem valor quando comparados à inflação. Para compradores, esse quadro pode abrir espaço para negociações em alguns mercados; para incorporadoras, reforça a necessidade de calibrar lançamentos.

Fortaleza lidera em 12 meses

Quando o recorte passa para os últimos 12 meses, o Nordeste segue em destaque. Fortaleza aparece na liderança, com valorização de 12,99%, seguida por Salvador, com 12,52%. Também aparecem entre as maiores altas Natal, João Pessoa, Maceió, São Luís e Aracaju.

Nos mercados mais consolidados do Sudeste, a alta foi mais moderada. São Paulo acumulou 4,23% em 12 meses, enquanto o Rio de Janeiro avançou 4%.

Entre as capitais mais caras, Vitória segue na primeira posição, com metro quadrado médio de R$ 14.965 em maio. Florianópolis, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte completam a lista de maiores preços médios.

Na outra ponta, Aracaju, Teresina, Natal, Campo Grande e Cuiabá registraram os menores valores médios. O preço nacional de venda chegou a R$ 9.809 por metro quadrado, consolidando um cenário de valorização, mas com diferenças cada vez maiores entre regiões e tipos de imóvel.

Fonte: Redação
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