Fortaleza – CE | quinta-feira 17 de setembro de 2026 / 06:08

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Queda nos combustíveis puxa retração expressiva do IGP-M

O alívio nas bombas de combustível reflete diretamente na inflação do produtor, resultando em uma retração de 1,16% no índice que regula grande parte dos contratos no mercado imobiliário.

O alívio financeiro percebido pelos motoristas na hora de abastecer trouxe consequências diretas para a economia macroeconômica brasileira. Em julho, a queda dos combustíveis foi o principal catalisador para uma retração expressiva de 1,16% no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Historicamente utilizado como o principal indexador de reajustes em contratos de aluguel e tarifas públicas, o IGP-M sofreu forte influência do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O IPA, que acompanha os custos no atacado e na produção antes de chegarem ao consumidor final, tem peso de 60% na formulação do índice geral e foi duramente impactado pela redução nos custos logísticos e de transporte.

Reflexos em cadeia na economia

Com o transporte e a logística representando fatias consideráveis no custo de produção da maioria das indústrias, a desoneração nos combustíveis funciona como um freio na inflação empresarial. Esse cenário de deflação atacadista permite que o mercado respire, reduzindo a pressão sobre os repasses para o varejo e, consequentemente, ajudando a controlar a inflação para o consumidor.

Para o setor imobiliário e de serviços, o recuo do IGP-M sinaliza estabilidade. Inquilinos e empresas com contratos atrelados a este indexador poderão observar reajustes mais brandos ou até negativos nas próximas revisões, evidenciando como as variações nos preços de energia e combustíveis moldam o custo de vida em múltiplas frentes.

Fonte: Redação
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