Um dos principais termômetros da construção civil nacional apontou novamente para o alto. O mercado brasileiro de cimento registrou um volume expressivo de vendas durante o mês de julho, consolidando uma trajetória de aquecimento que já vinha sendo desenhada desde o início do segundo trimestre. A alta nas comercializações traz alívio e otimismo para a base da cadeia produtiva.
Segundo representantes da indústria cimenteira, o bom desempenho do insumo básico está intimamente ligado à retomada dos canteiros de obras de construtoras focadas em moradias populares. Com a revisão e expansão de programas habitacionais do governo federal, grandes volumes de cimento voltaram a ser encomendados por incorporadoras que antes operavam com estoques mínimos.
O poder das pequenas reformas
Apesar do impacto das grandes construtoras, o consumidor final tem sua parcela de mérito nesses números. A chamada “construção formiguinha” — que engloba as pequenas reformas residenciais, puxadinhos e ampliações feitas diretamente pelo proprietário — mantém a demanda do varejo aquecida em todo o território nacional.
Para os próximos meses, o setor se mantém otimista, mas atento às flutuações das taxas de juros, que influenciam diretamente o poder de compra e crédito tanto de empresas quanto de pessoas físicas. Por ora, os fornos das fábricas de cimento operam a pleno vapor, garantindo que o insumo mais indispensável do país continue impulsionando a expansão urbana brasileira.
