Fortaleza – CE | sexta-feira 4 de setembro de 2026 / 20:11

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Gestão urbana entra em alerta com salto na sobra de obras

O aumento na geração de resíduos da construção civil acende alerta sobre a infraestrutura municipal e a urgência de políticas de reciclagem eficientes.

O aquecimento silencioso provocado pelas “pequenas reformas” tem um efeito colateral volumoso. Dados recentes apontam que a remoção de entulho e resíduos da construção civil saltou cerca de 34% nas grandes metrópoles. O dado revela não apenas um aumento na movimentação de obras domésticas e corporativas, mas um enorme gargalo para a gestão pública.

O crescimento no descarte pressiona aterros sanitários e evidencia a falta de Ecopontos estruturados para receber volumes fracionados. Sem opções viáveis e próximas, o descarte irregular em terrenos baldios e vias públicas dispara, gerando custos altíssimos de limpeza para as prefeituras e agravando problemas de drenagem urbana durante as chuvas.

Reciclagem como modelo de negócio

Especialistas em logística reversa apontam que o problema deve ser encarado como uma falha de mercado. Resíduos inertes, como blocos e concretos quebrados, são perfeitamente recicláveis, podendo retornar ao mercado como agregados para pavimentação e sub-bases de ruas, promovendo uma autêntica economia circular na construção civil.

Para que a reciclagem decole de fato, é necessária uma regulamentação mais rígida e incentivos fiscais para as usinas de beneficiamento de resíduos. Algumas capitais já exigem, em editais públicos, o uso de um percentual mínimo de agregados reciclados. Expandir essas iniciativas é a única saída para evitar que o desenvolvimento urbano sufoque a cidade sob seus próprios escombros.

Fonte: Redação
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