Quatro bairros de capitais nordestinas já cobram mais de R$ 13 mil pelo metro quadrado residencial, segundo os dados mais recentes do Índice FipeZAP. O topo da lista pertence a Pajuçara, em Maceió, com preço médio de R$ 13.909 por m². Logo atrás surgem Ponta D’Areia (R$ 13.532/m²) e São Marcos (R$ 13.387/m²), ambos em São Luís, além da Barra, em Salvador, a R$ 13.278 por m².
Valorização que supera em dobro a inflação
O avanço dos preços no mercado imobiliário nordeste não se limita a bairros nobres isolados. Nos últimos doze meses, Salvador liderou a valorização entre as capitais da região, com 11,2%. Fortaleza veio logo atrás, acumulando 9,7% — quase o dobro da inflação de 4,4% medida pelo IPCA e bem acima do índice nacional FipeZAP, que avançou 5,4% no mesmo intervalo.
Outras capitais nordestinas também exibem desempenho expressivo. Aracaju subiu 9,1%, Natal registrou 8,87% e João Pessoa, 8,81%. A dispersão geográfica dos números sugere que o ciclo de apreciação é regional, e não pontual.
Endereços mais caros de Fortaleza se aproximam dos R$ 13 mil
Na capital cearense, o Meireles — bairro à beira-mar e um dos mais disputados da cidade — já pratica preço médio de R$ 12.937 por metro quadrado, tangenciando a barreira dos R$ 13 mil. A Aldeota, outro polo consolidado do segmento residencial de alto padrão, aparece com R$ 11.712 por m².
Quando se considera a média da cidade inteira, Maceió é a primeira capital do Nordeste a figurar no ranking nacional geral, com aproximadamente R$ 9,96 mil por m², na 13ª posição do país.
Recife domina o mercado de locação
Se a valorização patrimonial tem Fortaleza e Salvador como protagonistas, o mercado de aluguel encontra seu epicentro em Recife. A capital pernambucana registra o maior custo de locação de todo o Nordeste, com média de R$ 64,11 por m² ao mês, e ocupa a terceira posição nacional nesse quesito.
Para investidores, o dado mais relevante talvez seja o rental yield. Recife apresenta a maior rentabilidade do aluguel entre as 22 capitais monitoradas pelo FipeZAP: 8,47% ao ano. O retorno supera mercados como Belém (8,18%), Manaus (7,99%) e Natal (7,85%), todos também acima da média nacional de 6,14%.
Os números apontam que o mercado imobiliário nordeste vive um momento de maturação simultânea em dois eixos: a valorização acelerada do patrimônio e a geração de renda recorrente via aluguel, cada um com capitais diferentes assumindo a dianteira.
