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Fundos imobiliários batem recorde com 3,3 mi de investidores e R$ 11,6 bi negociados

Base de cotistas cresceu 47 mil em um mês e estoque de cotas encerrou julho em R$ 196 bi; especialista aponta maturidade do varejo brasileiro no segmento

O mercado de fundos imobiliários encerrou julho de 2026 com 3,297 milhões de investidores, novo recorde histórico da série da B3. O número representa um acréscimo de aproximadamente 47 mil cotistas em relação a junho, quando a base somava 3,250 milhões. No comparativo de médio prazo, o segmento cresceu 14,2% em nove meses, absorvendo 410 mil novos investidores desde outubro de 2025.

Perfil dos cotistas: maioria é pessoa física com ticket baixo

Pessoas físicas representam 73,7% da base de investidores em FIIs, enquanto investidores institucionais respondem por 20,6% do total. Um dado que reforça a democratização do produto: 75% das pessoas físicas investidas possuem até R$ 40 mil na classe, e 50% têm carteiras de até R$ 5 mil. “É um veículo acessível, de entrada, que permite grande diversificação e acesso a ativos sofisticados com ticket baixo”, destacou Anita Scal, sócia e diretora de investimentos imobiliários da Rio Bravo.

Volume negociado supera os meses anteriores

Em termos financeiros, julho movimentou R$ 11,6 bilhões em volume negociado — acima dos R$ 9,6 bilhões de junho e dos R$ 10,5 bilhões de maio. O estoque financeiro de cotas de FIIs encerrou o mês em R$ 196 bilhões, no mesmo patamar de junho, porém abaixo dos R$ 198 bilhões de maio e dos R$ 201 bilhões de abril. A queda no estoque ao longo do trimestre reflete o movimento de mercado sobre os preços das cotas, não necessariamente uma redução na base de ativos.

Resiliência mesmo com Selic elevada

A diretora da Rio Bravo ressaltou que o segmento manteve base superior a 2,8 milhões de cotistas durante todo o ano de 2025, mesmo diante das oscilações da taxa Selic — sinal de que o investidor de FIIs passou a tratar o produto como instrumento de longo prazo voltado à proteção contra a inflação e acesso a contratos de renda real, e não como posição especulativa sujeita ao humor do ciclo de juros.

“Os dados revelam maturidade do varejo brasileiro. É a prova de que o brasileiro passou a enxergar os FIIs como ferramenta para construção de patrimônio”, avaliou Anita Scal.

Fonte: Redação
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