O mercado de construção civil do Ceará encerrou o primeiro semestre de 2026 com um faturamento expressivo de R$ 4,784 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). O montante representa um salto de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando o aquecimento do setor. De acordo com o levantamento do Sinduscon Ceará e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), esse desempenho bilionário teve Fortaleza como sua principal força motriz, respondendo por R$ 3,652 bilhões das transações.
O principal vetor desse crescimento vertiginoso na capital cearense é o chamado segmento econômico. Trata-se de uma faixa do mercado focada em unidades habitacionais acessíveis, avaliadas entre R$ 115 mil e R$ 575 mil, voltadas a famílias com rendimentos mensais entre R$ 2 mil e R$ 12 mil. A procura por esse tipo de moradia não apenas impulsionou as vendas locais (que saltaram 20% no semestre), como colocou Fortaleza em evidência no cenário nacional.
Demanda supera as maiores praças do Sudeste
A consolidação desse cenário é ratificada pela última edição do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), que colocou a capital cearense no topo do ranking nacional de procura por imóveis econômicos pelo quarto trimestre consecutivo. O estudo, que avalia fatores como a dinâmica econômica e a capacidade de absorção de novos empreendimentos em 84 cidades, conferiu a Fortaleza a nota 0,868.
Com essa pontuação, a cidade nordestina desbancou os maiores e mais tradicionais mercados do Brasil. São Paulo, histórica líder em volume imobiliário, ficou na segunda posição com 0,839, seguida por Curitiba, com 0,827. O feito demonstra uma vigorosa vocação de Fortaleza para o adensamento habitacional de entrada, evidenciando que bairros com potencial de valorização na Região Metropolitana continuam sendo o principal alvo de novos proprietários e investidores.
