Fortaleza – CE | sexta-feira 11 de setembro de 2026 / 17:37

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Metro quadrado da construção no Brasil chega a quase R$ 2 mil

O Índice Nacional da Construção Civil registrou leve aumento de 0,44% em agosto, impulsionado pela alta da mão de obra, enquanto os materiais recuaram.

O setor imobiliário brasileiro acompanha de perto a evolução dos custos para erguer novos empreendimentos. Em agosto, o custo da construção por metro quadrado atingiu a expressiva marca de R$ 1.993,76 no país. Esse número reflete o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), que registrou uma variação positiva de 0,44% no mês.

O resultado apurado no oitavo mês do ano representa uma estabilidade no ritmo de crescimento quando comparado ao mês anterior, que também havia marcado 0,44%. O levantamento, conduzido e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o principal termômetro para os custos habitacionais no mercado interno.

Mão de obra pressiona os valores

Ao destrinchar a composição do custo por metro quadrado, percebe-se que a estabilidade do índice geral esconde movimentações distintas entre seus componentes. Do total de quase R$ 2 mil, R$ 1.124,06 foram destinados à compra de materiais, enquanto R$ 869,70 foram direcionados ao pagamento da mão de obra.

A mão de obra foi a principal responsável pela sustentação da alta em agosto, subindo para 0,55% (acréscimo de 0,16 ponto percentual frente a julho). Por outro lado, a fatia correspondente aos materiais de construção deu um leve alívio ao mercado, apresentando uma desaceleração ao marcar 0,35%, uma queda de 0,13 ponto percentual na mesma base de comparação.

Desaceleração no acumulado anual

Apesar do aumento mensal contínuo, a visão de médio prazo traz um cenário um pouco mais brando. No acumulado dos últimos 12 meses, o custo da construção civil registra alta de 7,03%. Esse indicador mostra um leve recuo em relação aos 7,40% contabilizados no período de 12 meses imediatamente anterior, sugerindo que o ritmo de encarecimento das obras habitacionais no Brasil está gradualmente perdendo força.

Fonte: Redação
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