O modo como pensamos e construímos os centros urbanos está passando por uma revolução silenciosa, porém profunda. Pressionada pela necessidade urgente de mitigar as mudanças climáticas, a construção civil começa a adotar práticas que vão muito além dos tijolos e do concreto convencionais. Agora, a descarbonização e a produtividade ditam o ritmo da industrialização no setor.
Neste cenário de transformação, a cidade de Fortaleza se torna palco central das discussões. O encontro ‘Sustentabilidade, inovação e novos métodos construtivos – O futuro da minha cidade’, marcado para o dia 21 de setembro (segunda-feira), na FIEC, evidencia a mobilização de líderes do mercado em busca de soluções práticas. O objetivo é claro: debater como as tecnologias emergentes podem ser integradas às operações diárias das construtoras para erguer edificações com menor pegada de carbono.
Madeira engenheirada e novas tecnologias
A modernização da infraestrutura e o uso inteligente dos recursos são os grandes protagonistas dessa nova fase. Um dos temas mais aguardados no painel ‘Construção do futuro – Inovação, baixo carbono e novos métodos construtivos’ é a utilização de sistemas sustentáveis, como o Wood Building (construção em madeira engenheirada), representado no debate por Nicolaos Theodorakis (Noah) e Calil Neto (Rewood).
Junto a especialistas como Cláudio Bernardes, do Secovi-SP, as discussões visam mostrar que a incorporação dessas novas tecnologias deixou de ser apenas uma aposta de longo prazo para se tornar uma resposta imediata aos problemas estruturais do país.
Ações coordenadas e foco no futuro
O envolvimento de instituições de peso — como CBIC, Sinduscon Ceará e Sesi — demonstra que essa não é uma iniciativa isolada. Segundo Patriolino Dias, as inovações no canteiro de obras impactam diretamente a economia local. “Ao ampliar a eficiência e implantar soluções focadas na sustentabilidade, nós preparamos o terreno para os desafios que as metrópoles vão enfrentar”, argumenta o executivo.
Além dos avanços construtivos, a palestra magna de Silvio Barros, que apresentará a experiência bem-sucedida de planejamento de Maringá, sublinha a premissa de que a evolução tecnológica precisa andar de mãos dadas com a gestão pública. O debate reforça a mensagem: investir em inovações hoje é a única estratégia viável para assegurar que as cidades de amanhã sejam mais eficientes e preparadas.


