Fortaleza – CE | quinta-feira 17 de setembro de 2026 / 09:06

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Construção a seco: uso de piso elevado cresce em projetos sustentáveis corporativos

Ao dispensar argamassa e tempo de cura, o sistema modular desponta como protagonista em edifícios sustentáveis, cortando o desperdício e o uso de água.

O conceito de que grandes obras precisam, obrigatoriamente, ser acompanhadas de grandes volumes de entulho e desperdício de água está ficando no passado. No centro da transição para uma engenharia mais verde e inteligente, a “obra a seco” tem ganhado uma tração formidável no Brasil. Entre as soluções que lideram essa mudança técnica, o sistema de piso elevado deixou de ser um mero recurso estético para se consagrar como uma resposta direta às demandas da construção sustentável.

Diferente do método tradicional, onde o contrapiso de concreto sela definitivamente o solo da edificação, o piso elevado cria um vão livre e estratégico — um verdadeiro sistema circulatório sob os pés dos ocupantes.

Economia circular desde a planta

O impacto ambiental primário dessa adoção é medido em litros. Por ser um sistema de encaixe modular e mecânico, a instalação dispensa o uso intensivo de água, areia e argamassa. Além de preservar recursos hídricos essenciais, essa característica elimina o tempo de cura (secagem), acelerando drasticamente o cronograma de entrega das obras.

Do ponto de vista da gestão de resíduos, a vantagem é estrutural. No modelo convencional, qualquer necessidade de remanejamento ou reforma profunda transforma o piso em entulho inutilizável. Já os painéis elevados — muitas vezes fabricados com materiais recicláveis como o polipropileno — podem ser desmontados, realocados e reaproveitados quase em sua totalidade, inserindo a edificação em um autêntico ciclo de economia circular.

A flexibilidade do vão técnico

Se para a construtora o ganho é de tempo e sustentabilidade, para o gestor predial o benefício é a adaptabilidade contínua. O vão técnico criado entre a laje original e as placas modulares resolve um dos maiores gargalos dos edifícios corporativos modernos: a obsolescência da infraestrutura de cabeamento e climatização.

Com a facilidade de acessar rapidamente qualquer ponto sob o chão, manutenções em dutos de ar-condicionado, redes de fibra óptica ou sistemas elétricos ocorrem sem quebra-quebra, interrupções ruidosas ou geração de poeira. O layout do escritório passa a ser 100% mutável, permitindo que as empresas reestruturem seus parques tecnológicos no fim de semana e voltem a operar normalmente na segunda-feira.

O avanço desse modelo sinaliza um amadurecimento no mercado imobiliário e corporativo: a infraestrutura de hoje deve ser construída pensando na flexibilidade e no baixo impacto de amanhã.

Fonte: Redação
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