Fortaleza – CE | sexta-feira 25 de setembro de 2026 / 14:21

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Combustíveis fazem inflação de Fortaleza superar média nacional

Com salto expressivo no preço dos combustíveis, a inflação da capital cearense já acumula alta superior a 5% nos últimos doze meses.

O alívio trazido pela fatura de energia mais barata não foi suficiente para blindar o bolso dos consumidores cearenses. A inflação prévia registrada em Fortaleza voltou a escalar em setembro, empurrando o acumulado de doze meses para a incômoda marca de 5,09%. O percentual coloca a metrópole acima da média de aumento de preços do restante do país, que registrou 4,47% no mesmo período.

Os dados, apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do IPCA-15, escancaram uma dinâmica peculiar na capital do Ceará. Enquanto o custo para manter as luzes acesas nas residências desabou quase 5% no último ano, as despesas relacionadas ao deslocamento diário explodiram, anulando os ganhos que o trabalhador teve com as contas básicas da casa.

O peso do tanque cheio

A grande âncora que puxou os preços para o alto nas ruas de Fortaleza atende pelo nome de gasolina. O levantamento do IBGE aponta que os combustíveis veiculares sofreram um reajuste acumulado de expressivos 10,07% no espaço de um ano, mais que o dobro da média de encarecimento verificada nos postos do restante do Brasil, que foi de 4,69%.

Na esteira do tanque cheio mais caro, o grupo que engloba todas as despesas com transportes acumulou uma elevação de 6,25% na capital, deixando o orçamento das famílias cada vez mais estrangulado. No corte apenas do mês de setembro, os combustíveis saltaram 5,33% no Ceará, liderando o ranking das maiores disparadas de preço entre as 11 regiões avaliadas pelo órgão estatístico nacional.

Virada de rumo em setembro

Apesar de a energia elétrica estar mais barata na análise estendida de um ano, o mês de setembro em si marcou um ponto de inflexão de alta também no consumo de luz. O avanço local foi de 4,03%, impulsionado pelo fim do Bônus de Itaipu, que havia beneficiado a conta no mês anterior, e pela transição para a bandeira tarifária amarela, que aplica taxas adicionais de cobrança a cada 100 kWh consumidos pelos moradores.

Essa pressão cruzada nas contas básicas indica que o consumidor de Fortaleza precisa equilibrar mais pratos do que a média dos brasileiros para fazer a renda chegar até o último dia do mês.

Fonte: Redação
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