O setor que ergue as cidades manteve seu ritmo de absorção de mão de obra. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho, mostram que a construção civil gerou 20.848 postos formais de trabalho em agosto, ficando à frente da indústria, do comércio e da agropecuária. No ranking do mês, apenas os serviços superaram a construção, com 110 mil vagas criadas.
O saldo é resultado da diferença entre 219 mil admissões e 198 mil desligamentos no período. Na comparação anual, o crescimento foi expressivo: a criação de empregos no setor subiu 7,2% em relação a agosto do ano anterior, reflexo de um cenário de maior atividade e demanda por trabalhadores qualificados em obras residenciais e de infraestrutura.
Acumulado já supera 200 mil vagas em 2026
No balanço dos oito primeiros meses do ano, a construção civil acumula saldo positivo de 200,4 mil postos de trabalho. O levantamento contabiliza 1,77 milhão de admissões contra 1,57 milhão de demissões no período. Para efeito de comparação, a indústria gerou 170 mil empregos no mesmo intervalo, enquanto a agropecuária registrou 56 mil e os serviços lideraram com 697 mil.
O Ministério do Trabalho avalia o resultado como sinal de um mercado formal aquecido. No cômputo geral do mês de agosto, a economia brasileira registrou saldo positivo de 165.827 novas vagas em todos os setores. A desaceleração verificada em 2025 foi atribuída ao efeito dos juros altos sobre a contratação; em 2026, a tendência se inverteu, com o estoque de postos de trabalho voltando a crescer de forma consistente.
O peso do setor na formalização do trabalho
A performance da construção reforça o papel histórico do setor como amortecedor do desemprego em ciclos de expansão econômica. Com obras de infraestrutura pública e lançamentos residenciais em ritmo acelerado, o segmento absorve trabalhadores de diferentes níveis de qualificação, desde serventes e pedreiros até engenheiros e técnicos especializados. A tendência indica que o setor deve continuar como um dos principais geradores de emprego formal até o final do ano.


