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Falta de engenheiros ameaça projetos de energia, mineração e óleo

Com produção de óleo e gás em alta e novos projetos em andamento, empresas buscam perfis experientes e recorrem até a profissionais do exterior.

Há dinheiro para investir, mas faltam engenheiros para tirar os projetos do papel. A expansão de grandes obras de infraestrutura, energia elétrica, mineração e óleo e gás no Brasil começa a esbarrar na falta de profissionais com formação, experiência e preparo para operações cada vez mais complexas e tecnológicas.

O caso da Vale

Em entrevista em agosto, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a mineradora enfrenta escassez de engenheiros justamente quando acelera novos projetos. Segundo ele, a empresa tem dificuldade para formar profissionais e, em alguns casos, já precisou buscar engenheiros fora do país. Também é difícil contratar empresas de engenharia aptas a acompanhar a expansão.

Não basta ter gente: é preciso o perfil certo

Em projetos de grande porte, experiência e especialização pesam na contratação. Operações de petróleo e gás, mineração, energia e indústria exigem conhecimento técnico, vivência operacional e domínio de novas tecnologias. Com oferta menor desses perfis, o recrutamento fica mais demorado e pode atrasar a ocupação de cargos estratégicos.

Ricardo Moreira, diretor executivo da Infotec, resume: não basta abrir uma vaga e esperar. Em engenharia e operações industriais, afirma, as empresas buscam quem una conhecimento técnico, prática e preparo para os desafios de cada projeto, e achar esse profissional na hora em que a empresa precisa é cada vez mais difícil.

Uma comunidade para encurtar a distância

Nesse contexto, a Infotec Brasil lançou, durante a Rio Oil & Gas 2026, uma comunidade de vagas voltada a engenheiros de óleo e gás, mineração, energia elétrica e siderurgia. A iniciativa já tem mais de 2,2 mil inscritos.

“Queremos tornar essa conexão mais rápida, direcionada e eficiente”, diz Pedro Ghiatã, CEO da Infotec Brasil. A empresa atende grandes companhias, como Petrobras, MODEC e Vale.

Produção de petróleo pressiona a demanda

O avanço do setor de óleo e gás amplia a procura. Segundo a ANP, o país produziu 5,851 milhões de barris de óleo equivalente por dia em julho de 2026. Sobre julho de 2025, a produção de petróleo cresceu 13,6% e a de gás natural, 12,6%. O pré-sal respondeu por 82,4% do total.

Essa expansão eleva a necessidade de profissionais em engenharia, manutenção e logística, áreas que dependem de conhecimento técnico e experiência específica.

Fonte: Redação
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