Os revestimentos fazem toda a diferença em um ambiente. Eles são capazes de dar vida ao imóvel, tanto para revigorar a estética quanto para garantir a durabilidade dos espaços. Por serem tão importantes, são uma das partes mais difíceis de serem alteradas em um projeto de decoração.
Alguns critérios devem ser levados em consideração na hora da escolha. “O primeiro item é a estética, para não destoar do projeto”, afirma a arquiteta Thaisa Bohrer, do escritório Bohrer Arquitetos (@bohrerarquitetos). “São avaliadas características como textura, brilho e cor.”
Outras questões citadas pela profissional são: adequação do revestimento; resistência; manutenção; aplicabilidade; durabilidade; peso; e dimensões. “Se o revestimento tiver uma espessura muito grande, o ambiente pode ficar estreito. Evitamos usar revestimento 3D, que tem bastante profundidade e impacta diretamente no espaço”, explica.
O arquiteto Rafa Zampini, sócio do escritório HUS Arquitetos (@hus_arquitetos), acrescenta outro critério indispensável: a segurança. “É importante observar a área de aplicação. No banheiro, por exemplo, se o piso escolhido é o indicado para evitar escorregões e quedas, assim como para definição de um deque de piscina, vale pensar na opção entre diversos tipos de madeira ou piso ecológico”, explica.
Ele ressalta que, excluindo as questões de segurança, não se pode falar em certo ou errado na escolha de revestimentos. “Achamos interessante que a escolha seja feita pensando a longo prazo e não em função de modismos. Atualmente, os materiais têm melhor durabilidade e, sendo bem cuidados, podem envelhecer bem e serão muito aproveitados.”
Opções não faltam. Os principais revestimentos disponíveis no mercado vão desde porcelanato, ladrilho hidráulico e cerâmica, passando por granitos, mármores e madeiras, até acabamentos de tijolo ou lajota. Para facilitar a escolha, os especialistas apontam para aqueles mais recomendados para cada ambiente. Veja abaixo:
1. Sala de estar
Para a sala de estar, as recomendações são: mármores, granitos, porcelanatos em grandes tamanhos, tecnocimento, porcelanatos líquidos e madeira, desde que protegida de umidade e sol. A ideia, segundo Thaisa, é trazer aconchego e também agregar estética à decoração do espaço.

2. Hall de entrada
Os revestimentos indicados para a área que recebe moradores e visitas são: ladrilho fulget, tijolos maciços, pedras naturais tratadas, concreto estampado, cimento queimado, entre outros. “Em geral, recomendamos pisos antiderrapantes, pois pode ser um lugar que receba um pouco de água”, afirma Zampini.

3. Cozinha e banheiro
Ambos os ambientes costumam receber pisos cerâmicos e porcelanatos esmaltados. “Pensamos na durabilidade, facilidade de limpeza, manutenção e segurança, pois os espaços podem ser molhados e, assim, não ficam escorregadios”, explica a fundadora do escritório Bohrer Arquitetos.

4. Quarto
Para o ambiente íntimo, a preferência é pela madeira natural, sempre que possível. “Opções de porcelanato e cimento queimado, que podem ou não prever aquecimento, também são escolhas apropriadas em relação a custos”, comenta o arquiteto da HUS Arquitetos.

5. Área externa
“O principal piso da área externa ainda é o deque, que pode ser de madeira natural de cumaru ou itaúba, e necessita de uma manutenção mais constante”, pontua Zampini. Segundo ele, também é possível trabalhar com uma madeira de pinus autoclave, para dar mais resistência, ou ainda opções de deques de madeira ecológica, compostos por plásticos reciclados com uma porcentagem de pó de madeira. “Uma boa opção para quem não quer trabalho com manutenção.”



