As vendas de cimento recuaram em setembro, mas o ano ainda fecha o trimestre no positivo. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), foram comercializados 5,7 milhões de toneladas no mês, queda de 5,7% sobre setembro de 2025. De janeiro a setembro, o volume chega a 50,8 milhões de toneladas, alta de 0,9%.
O que pesou no trimestre
No acumulado do terceiro trimestre, as vendas somaram 18,1 milhões de toneladas, retração de 0,4%. O resultado foi afetado por dois fatores: o menor número de dias úteis e as chuvas constantes, que atrasaram o ritmo das obras em várias regiões.
O que sustenta a demanda
Apesar do freio, a procura por material se apoiou em dois pontos:
- Mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego em 5,3%;
- Minha Casa, Minha Vida, cujas vendas de imóveis cresceram 15,5% no primeiro semestre e responderam por 58% dos lançamentos habitacionais do segundo trimestre.
Fatores de pressão
O cenário ainda traz riscos. Com a Selic mantida em 13,75% ao ano, o crédito imobiliário segue caro. Somam-se a isso o alto comprometimento da renda das famílias com dívidas, de 49,86%, e o recorde de 83,9 milhões de inadimplentes registrado pelo Serasa em agosto. A confiança de consumidores e de empresários da construção continua em queda.
Projeção de fechamento
Mesmo assim, a indústria cimenteira projeta terminar 2026 em crescimento. A expectativa se apoia na continuidade das obras de infraestrutura, na expansão do pavimento de concreto e na demanda aquecida por habitação popular.


