Fortaleza – CE | domingo 6 de setembro de 2026 / 19:16

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Empresa sem tijolo projeta faturamento bilionário em 2026

Pioneira na técnica de construção a seco, companhia brasileira revoluciona o mercado com prazos previsíveis e zero desperdício.

O mercado imobiliário e as obras civis sempre foram sinônimos de grandes estoques de areia, cimento e, claro, o tradicional tijolo cerâmico. No entanto, uma virada de chave metodológica está subvertendo a lógica dos canteiros nacionais e alavancando os lucros de quem ousou inovar: uma empresa sem tijolo, especializada na montagem de estruturas a seco, cravou a ousada projeção de faturar cerca de R$ 1,2 bilhão até o final de 2026.

Fundada no Paraná, a companhia Espaço Smart apostou de forma massiva no sistema de steel frame (estruturas de aço galvanizado) e fechamentos industriais que não dependem de argamassa. Em menos de uma década, o modelo escalou exponencialmente, impulsionado pela frustração constante de clientes e investidores com os atrasos crônicos e o orçamento estourado das obras de alvenaria.

A previsibilidade como ativo principal

O que tem atraído grandes construtoras e o público final para esse formato não é apenas a modernidade estética, mas sim o cronograma. Como a estrutura é pré-fabricada e chega pronta para ser aparafusada e conectada na fundação, o tempo total de levantamento de uma edificação pode ser reduzido à metade.

Além disso, a exatidão dos insumos comprados em uma fábrica anula o maior pesadelo dos engenheiros: as perdas por quebra e as caçambas lotadas de entulho. Quando a gestão adota a cartilha da obra limpa, cada parafuso entra na planilha de custos, transformando o ato de construir num processo industrial milimétrico.

Expansão e qualificação da mão de obra

Para suportar o faturamento projetado, a rede tem apostado pesado na capilaridade territorial, abrindo dezenas de lojas-conceito espalhadas pelo Brasil, além de investir na capacitação dos chamados “montadores”. Diferente do pedreiro clássico, a mão de obra especializada no modelo a seco atua de maneira mais similar à de um instalador técnico, o que tem movimentado um novo nicho de emprego de alta especialização na construção civil brasileira.

Fonte: Redação
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