Fortaleza – CE | quinta-feira 15 de janeiro de 2026 / 05:59

Indústria do cimento acelera digitalização e aposta em IA para reduzir custos e aumentar eficiência

Com paradas não planejadas que podem custar até US$ 100 mil por hora, fábricas investem em manutenção preditiva e transformação digital para garantir competitividade e sustentabilidade

O mercado global de cimento deve continuar crescendo de forma estável na próxima década, segundo o Global Cement Report. Entretanto, o setor enfrenta grandes desafios tecnológicos. Apesar de seu papel essencial no desenvolvimento urbano e industrial, a indústria cimenteira ainda está atrasada na adoção de ferramentas digitais em comparação a outros segmentos pesados.

A Aveva, empresa especializada em soluções digitais para a indústria, observa que setores como petróleo e gás, geração de energia e manufatura já utilizam amplamente análise de dados, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial (IA) para aprimorar eficiência e confiabilidade operacional. No entanto, muitas fábricas de cimento ainda dependem de estratégias de manutenção reativa ou preventiva e de sistemas legados, o que limita o avanço tecnológico.

Esse atraso, segundo a companhia, resulta em altos custos operacionais, equipamentos obsoletos e paradas não planejadas frequentes. Um relatório da World Cement estima que essas interrupções representem de 10% a 15% do tempo total de operação das fábricas — um impacto financeiro considerável, já que cada hora parada pode custar entre US$ 30 mil e US$ 100 mil, dependendo da capacidade da planta.

Diante desse cenário, o setor de cimento está iniciando uma transformação digital profunda. À medida que a concorrência global aumenta e as pressões de custo se intensificam, a manutenção preditiva impulsionada por IA desponta como um dos caminhos mais promissores para melhorar o desempenho industrial.

De acordo com Glenn Kerkhoff, diretor global da indústria de mineração, metais e minerais da Aveva, o segredo para atingir esses objetivos está na adoção de estratégias de manutenção preditiva baseadas em dados e inteligência artificial.

“A manutenção preditiva não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas um pilar estratégico para aumentar a confiabilidade dos ativos e garantir a continuidade operacional”, afirma Kerkhoff.

Segundo o executivo, o uso de IA permite prever falhas antes que elas ocorram, reduzindo custos e minimizando o tempo de inatividade. Além disso, possibilita que as operações industriais otimizem o uso de recursos, melhorem a eficiência energética e operem de forma mais sustentável.

“Não se trata apenas de tecnologia, mas de como as fábricas de cimento podem operar de forma mais inteligente, responder mais rápido às demandas do mercado e crescer de forma sustentável”, complementa.

A Aveva tem atuado como parceira estratégica nesse processo de modernização, apoiando empresas na migração para modelos operacionais mais ágeis, eficientes e preparados para o futuro.

Com a transformação digital ganhando ritmo, a expectativa é que a manutenção preditiva e o uso de inteligência artificial se tornem fundamentais para reduzir custos, aumentar a produtividade e garantir a competitividade global da indústria do cimento nas próximas décadas.

Fonte: Redação

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