A tecnologia vem ganhando protagonismo no setor da construção civil, com a inteligência artificial (IA) assumindo um papel estratégico na busca por eficiência e inovação. De acordo com um levantamento realizado pela Minsait e divulgado pelo IT Forum, 83% das empresas do setor já utilizam soluções baseadas em IA para aprimorar seus processos. Embora historicamente considerada uma das áreas menos digitalizadas da economia, a construção civil agora avança rapidamente rumo à transformação digital.
Nesse contexto, a Construtora Sudoeste, sediada em Minas Gerais e com mais de 30 anos de atuação, tem se destacado com iniciativas inovadoras nos empreendimentos da linha Aldea, que oferece uma proposta de moradia integrada, sustentável e tecnológica. A mais recente inovação da empresa é um aplicativo com inteligência artificial chamado James, que atua como um assistente pessoal para os moradores.
Inspirado no perfil dos tradicionais mordomos da cultura pop, o James funciona como um concierge digital capaz de interagir por comandos de texto e voz. Com ele, os moradores poderão agendar o uso de áreas comuns, solicitar serviços de manutenção, acessar comunicados importantes e até esclarecer dúvidas contratuais – tudo via smartphone ou WhatsApp.
“O objetivo é entregar uma experiência de moradia mais fluida e prática, liberando os moradores para se dedicarem ao que realmente importa: bem-estar, lazer e convivência”, explica Nelson Ventura, Diretor Executivo e cofundador da marca Aldea.
O James está atualmente em fase de testes e será lançado oficialmente junto à entrega do empreendimento Aldea Vale do Sereno, prevista para outubro. A construtora já trabalha em uma nova versão do sistema, voltada também aos investidores dos projetos. Além da automação via IA, haverá uma equipe especializada de suporte acompanhando as solicitações em tempo real, garantindo que nenhuma demanda fique sem resposta.
A Construtora Sudoeste não está sozinha nessa jornada. O estudo da Minsait aponta que 60% das empresas do setor já aplicam IA no planejamento e gestão de obras, 67% usam a tecnologia para melhorar a segurança nos canteiros e 40% exploram dados estratégicos para apoiar decisões de negócio. Ainda assim, desafios persistem – especialmente na formação de profissionais qualificados para lidar com as novas ferramentas.
Apesar disso, os especialistas são otimistas. Segundo Eládio García, diretor global da Minsait, “as empresas que investirem em inteligência artificial agora estarão na vanguarda da construção civil nos próximos anos”.
