Sete em cada dez consumidores já consideram utilizar inteligência artificial generativa em suas compras online, segundo o relatório de Tendências de Consumo 2025 do Capgemini Research Institute. O dado aponta uma transformação significativa no comportamento de compra, impulsionada por experiências digitais mais fluídas, personalizadas e emocionalmente sensíveis.
Em entrevista ao portal Consumidor Moderno, Priscilla Seripieri, head de Business & Operations Mindset LATAM da WGSN, destacou que o impacto da IA vai além da eficiência operacional. “Ela já permite interações mais naturais, com menos ruído e mais empatia”, afirmou, ressaltando o avanço de assistentes com consciência emocional para lidar de forma mais sensível com as demandas dos consumidores.
Transparência como valor
Com a previsão de que 90% do conteúdo online será gerado por IA até 2026, Seripieri reforçou a importância da transparência. “As marcas precisam atuar como guardiãs da verdade. Identificar o que é gerado por IA é um gesto de respeito com o consumidor”, defendeu.
Ela também observou que a personalização sensorial das interfaces será um diferencial competitivo. Elementos como sons suaves, vibrações e estímulos visuais sutis podem melhorar o conforto e o engajamento emocional dos usuários. “Recursos inspirados no ASMR, por exemplo, ajudam a criar uma experiência mais imersiva e agradável”, explicou.
Confiança ainda em construção
Apesar das oportunidades, a executiva alertou que a adoção da IA exige uma postura de experimentação contínua. “A inovação passa por tentativa e erro. O que importa é conhecer o usuário e construir soluções que façam sentido para ele”, concluiu.
