Fortaleza – CE | terça-feira 6 de outubro de 2026 / 13:58

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Crédito imobiliário vai a R$ 16,97 bi, mas saques preocupam

Abecip eleva projeção de 2026 para 18%, enquanto Abrainc e Insper alertam que uso de poupança e FGTS para pagar dívidas encarece o financiamento.

De um lado, recorde de volume; de outro, um alerta sobre a origem do dinheiro. O crédito imobiliário com recursos da poupança somou R$ 16,97 bilhões em agosto, alta de 46,6% sobre o mesmo mês de 2025 e o terceiro maior valor para o período em 25 anos, segundo a Abecip. A conta inclui financiamentos para compra e construção.

Projeção revisada para cima

De janeiro a agosto, os financiamentos totalizaram R$ 132,5 bilhões, expansão de 37,5% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Com esses números, a entidade elevou de 15% para 18% a estimativa de crescimento anual dos financiamentos concedidos via poupança.

O alerta da Abrainc

A Abrainc, porém, chama atenção para o uso de poupança e FGTS na quitação de dívidas, o que altera o fluxo de capital que abastece as linhas voltadas à baixa renda. Entre 2020 e 2025, as operações de alienação ligadas ao FGTS movimentaram R$ 236 bilhões.

Até outubro de 2025, o fundo tinha 42 milhões de trabalhadores ativos, dos quais 21,5 milhões (51%) haviam optado pelo saque-aniversário. Cerca de 70% desse grupo antecipou o saldo com bancos e instituições autorizadas.

Efeito sobre o financiamento

Para a economista e professora do Insper Juliana Inhasz, ouvida no programa CNN Morning Call, o redirecionamento dos recursos do FGTS encarece as linhas de financiamento, reduz a oferta de crédito e desacelera o lançamento de novas unidades.

Fonte: Redação
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