O acesso ao financiamento da casa própria e os recursos direcionados para a construção de novos empreendimentos mostraram força no Brasil na primeira metade de 2026. Segundo os números mais recentes da Abecip, o volume total injetado na economia pelo setor habitacional atingiu a marca expressiva de R$ 180,9 bilhões, representando um salto significativo de 23% se comparado ao mesmo ciclo do ano anterior.
O papel da poupança e dos fundos trabalhistas
Parte substancial dessa performance positiva foi garantida pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que foi responsável pela liberação de R$ 93,7 bilhões. O FGTS também não ficou para trás, sendo o motor de mais de R$ 77,6 bilhões em operações, grande parte atrelada aos incentivos do programa Minha Casa, Minha Vida, que tem facilitado a aquisição para a população.
Canteiros de obras aquecidos
Não foram apenas os compradores que se beneficiaram. As linhas de crédito para as construtoras erguerem novos prédios dispararam, somando R$ 26,5 bilhões — um crescimento superior a 100% sobre 2025. Esse fluxo financeiro se reflete diretamente na pesquisa da CBIC, que apontou uma alta de 34% nos lançamentos imobiliários.
Apesar de um leve aumento na quantidade de imóveis disponíveis em estoque no país, lideranças do setor descartam o risco de uma saturação do mercado. A expectativa agora gira em torno da manutenção desse ritmo, que está diretamente ligado à oferta de recursos e à política de taxas de juros nos próximos meses.
