O mercado imobiliário brasileiro registrou, no terceiro trimestre de 2025, um ritmo mais forte de lançamentos do que de vendas, o que resultou na ampliação do estoque nacional. Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, os lançamentos residenciais cresceram 1,6% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando 108,8 mil unidades em apartamentos. No mesmo intervalo, as vendas apresentaram retração de 6,5%, totalizando 101,3 mil unidades, enquanto o valor médio dos imóveis subiu 4,4% na comparação anual.
Como consequência da diferença entre oferta e demanda, o estoque disponível avançou 3,3% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, chegando a 312,5 mil unidades entre empreendimentos na planta, em construção ou recém-concluídos. Considerando o ritmo médio de vendas dos últimos 12 meses, esse volume seria esgotado em aproximadamente nove meses caso novos lançamentos fossem interrompidos — indicador que, no trimestre anterior, marcava oito meses.
Mesmo com a desaceleração pontual do trimestre, o setor mantém crescimento ao longo do ano. Entre janeiro e setembro de 2025, os lançamentos somaram 307,3 mil unidades, alta de 8,4% frente ao mesmo período de 2024. Já as vendas acumuladas avançaram 5%, atingindo 312,2 mil unidades no país.
No aspecto financeiro, o desempenho também foi positivo. Os lançamentos movimentaram R$ 199 bilhões nos nove primeiros meses do ano, expansão de 22,9% em relação a 2024. As vendas, por sua vez, somaram R$ 188,7 bilhões, crescimento de 13,2% no comparativo anual.


