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MCMV bate recorde e responde por 58% dos lançamentos no semestre

Com 226 mil unidades vendidas entre janeiro e junho de 2026, mercado cresce 5,4% mesmo diante de juros elevados; MCMV bate recorde histórico de participação

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) alcançou em abril, maio e junho deste ano sua maior fatia histórica nos lançamentos imobiliários residenciais do país. Das 107.161 unidades colocadas à venda no segundo trimestre de 2026, 62.129 — ou 58% do total — estavam enquadradas no programa do governo federal, o maior percentual desde o início da série histórica, em 2019. No primeiro trimestre deste ano, essa participação era de 50%.

A distribuição regional revela diferenças significativas. No Norte, o MCMV respondeu por 68% dos lançamentos do período; no Sudeste, por 66%; no Nordeste, 60%; no Centro-Oeste, 52%. O Sul apresentou o menor índice de adesão ao programa, com 29% de participação.

“O Minha Casa, Minha Vida poucas vezes representou mais de 50% dos lançamentos e, neste trimestre, chegou a 58%. O programa ganhou participação no mercado e ainda há espaço para avançar, podendo chegar a 60% ou até 65% dos lançamentos”, avaliou Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e diretor de economia do Secovi-SP, durante a apresentação dos Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2026 nesta segunda-feira (24).

Nas vendas, o MCMV respondeu por 51% das 113.676 unidades comercializadas no período — 58.392 unidades, alta de 5% frente ao primeiro trimestre.

No panorama geral do semestre, o mercado imobiliário brasileiro registrou 226.536 unidades vendidas de janeiro a junho, crescimento de 5,4% sobre as 214.910 negociadas no mesmo período de 2025. Os lançamentos totalizaram 211.651 unidades nos seis meses, praticamente estáveis em relação às 212.338 do primeiro semestre de 2025.

A tipologia mais comercializada continuou sendo a de dois dormitórios, que concentrou 65,2% das vendas no segundo trimestre. Em seguida vieram imóveis de um dormitório (23,1%), três dormitórios (10%) e quatro dormitórios (1,8%).

O Valor Geral de Vendas (VGV) ficou em R$ 66,2 bilhões no segundo trimestre — estável em relação ao trimestre anterior, mas 5,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. O ticket médio dos imóveis vendidos recuou 10,3% na comparação anual, reflexo direto do crescimento da participação do MCMV, cujos imóveis têm menor valor unitário. No Valor Geral de Lançamentos (VGL), o segundo trimestre registrou R$ 62,4 bilhões.

A oferta de imóveis novos disponíveis encerrou junho com 355.290 unidades, queda de 2,1% em relação a março, mas alta de 8,2% sobre o segundo trimestre de 2025. Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, o resultado confirma a solidez do setor mesmo num ambiente adverso. “Os números mostram um mercado saudável e estável, com lançamentos e vendas avançando mesmo em um ambiente de juros elevados”, afirmou.

Fonte: Redação
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