Fortaleza – CE | sábado 5 de setembro de 2026 / 01:48

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Preço de imóveis acelera e bate a inflação em agosto

Enquanto o índice IPCA-15 indicou deflação, o metro quadrado habitacional encareceu 0,53% em agosto, liderado pelos mercados de Vitória e Brasília.

Quem apostou no mercado imobiliário para proteger seu capital nos primeiros oito meses de 2026 tem bons motivos para comemorar. O metro quadrado residencial registrou um avanço de 0,53% somente em agosto (de acordo com o índice FipeZap), um ganho veloz considerando que o mesmo mês apresentou uma surpreendente deflação de 0,40% no pré-índice IPCA-15.

Ganhos Reais Frente a Inflação

Com os números de agosto, o cenário de rentabilidade inverteu a balança a favor dos tijolos. Entre janeiro e o oitavo mês do ano, os imóveis acumularam valorização geral de 3,44%. Paralelamente, o custo de vida mensurado pelo IPCA estacionou na faixa dos 3,02%. Na prática, os imóveis não apenas protegeram o dinheiro dos investidores contra a desvalorização da moeda, como geraram ganho real (e até superaram os 1,85% de alta do temido IGP-M, a métrica oficial dos aluguéis).

O perfil que puxou essa valorização chama a atenção: os imóveis espaçosos de três dormitórios saltaram 0,63% de preço, ditando o ritmo, enquanto que propriedades maiores de quatro quartos ou mais ficaram na rabeira com altas mais tímidas (+0,29%).

O Eixo Fora de São Paulo

Analisando os mercados locais, o crescimento se mostra longe de ser um fenômeno concentrado na principal metrópole. Dezenove das vinte e duas capitais observadas registraram saldo imobiliário positivo.

O pódio nacional foi dominado por Vitória (que não apenas encabeçou as maiores altas mensais com 1,31%, como ostenta absurdos 10,24% de valorização acumulada em 2026), seguida pelo plano piloto de Brasília (+1,28%) e a litorânea Aracaju (+1,07%). Já a robusta capital paulista subiu modestos 0,37% em agosto. Por outro lado, quem comprou para investir em Curitiba (-0,25%) amargou leves perdas em agosto.

Fonte: Redação
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