Fortaleza – CE | segunda-feira 7 de setembro de 2026 / 05:20

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Transformações no estilo de vida impulsionam recordes no setor imobiliário

O aumento no número de pessoas morando sozinhas e a busca por moradias integradas à cidade redesenham o mapa de lançamentos habitacionais no Brasil.

O mercado de imóveis no Brasil vivencia uma fase de forte aquecimento, movido não apenas por cifras bilionárias, mas por uma verdadeira mudança no estilo de vida da população. Um levantamento do GRI Hub apontou que o ano de 2025 fechou com a marca histórica de 453 mil novas unidades lançadas, gerando um volume de vendas superior a 264 bilhões de reais. No entanto, o que mais chama a atenção por trás desses números recordes é a transformação no perfil de quem está comprando ou alugando.

Os dados do IBGE revelam que o país ganhou mais de 12 milhões de domicílios na última década. Nesse cenário, o modelo tradicional de grandes casas para famílias numerosas vem perdendo espaço para apartamentos compactos e imóveis destinados à locação. A proporção de domicílios com apenas um morador, por exemplo, saltou de 12,2% para quase 20% do total, puxada especialmente por adultos que buscam praticidade no dia a dia.

Conectividade e descentralização urbana

Para atender a esse novo consumidor, construtoras e urbanistas estão repensando a lógica dos projetos. Imóveis que integram tecnologia, mobilidade e serviços em um único ambiente ganham destaque. A ideia é oferecer soluções onde o morador tenha fácil acesso ao trabalho e ao lazer sem precisar de grandes deslocamentos, refletindo uma demanda por maior eficiência e conveniência.

Essa tendência também tem provocado o surgimento de novas centralidades nas grandes capitais. Regiões antes consideradas estritamente residenciais ou antigos polos industriais estão sendo revitalizados e transformados em bairros de uso misto. Especialistas apontam que a descentralização dos escritórios corporativos e a criação de minicidades integradas são os pilares que sustentarão o crescimento do segmento nos próximos anos.

Fonte: Redação
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