Fortaleza – CE | terça-feira 15 de setembro de 2026 / 19:09

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Custo de energia elétrica freia queda maior no IPCA-15, apesar de alívio nos alimentos

O indicador oficial do IBGE apontou uma leve alta em julho, puxada pelos gastos com habitação, que ofuscaram as expressivas reduções nos preços de produtos de supermercado.

As compras no supermercado trouxeram alívio no bolso das famílias durante o mês de julho, mas a manutenção da casa pesou na ponta do lápis. Produtos que frequentemente pressionam o orçamento perderam força, gerando uma deflação considerável na alimentação domiciliar. Ainda assim, fatores ligados à infraestrutura doméstica não permitiram que o termômetro econômico registrasse uma queda geral.

Alívio nos alimentos

Comer em casa se tornou mais barato no período, com a alimentação no domicílio despencando 1,14%. As feiras foram lideradas pela desvalorização significativa do tomate, que ficou 19,95% mais barato, acompanhado da batata-inglesa, que apresentou uma redução de 10,03%, e do pó de café (-3,13%). Como um todo, o grupo de alimentação e bebidas apresentou recuo de 0,66%, contribuindo positivamente para conter as despesas nacionais. O único contraponto do ramo alimentar ocorreu nas refeições fora do domicílio, cujo preço foi reajustado em 0,55%.

Energia e Habitação como vilões

Apesar da ajuda das prateleiras, as faturas mensais puxaram os índices para cima. O agrupamento de despesas ligadas à habitação cresceu 0,97%, coroando-se como a principal força inflacionária da temporada. Os lares lidaram com um aumento de 3,03% nas contas de energia elétrica, seguidos por uma variação de 0,26% na precificação da tarifa de água e esgoto.

Dados consolidados da prévia da inflação

Como resultado do cabo de guerra entre supermercados e tarifas de luz, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado o ensaio e a prévia da inflação oficial do governo — variou singelos 0,06% em julho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cenário demonstra um freio no aumento de custos quando comparado ao salto de 0,41% registrado em junho deste ano e os 0,33% anotados no mesmo período do ano anterior. Dessa forma, o balanço acumulado da taxa nos últimos 12 meses pousa na casa dos 4,52%.

Fonte: Redação
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