O Ceará deverá receber R$ 8,14 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027. A proposta de distribuição dos recursos foi apresentada pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em reunião realizada na superintendência estadual da instituição em Fortaleza, com a presença de representantes de entidades de desenvolvimento, órgãos governamentais e lideranças do setor produtivo cearense.
O FNE é o principal instrumento de financiamento produtivo da Região Nordeste. A proposta para 2027 contempla pelo menos seis áreas prioritárias, com a maior fatia destinada ao comércio e serviços: R$ 2,44 bilhões, o segmento que lidera a distribuição. Em seguida, aparecem infraestrutura (R$ 1,82 bilhão), pecuária (R$ 1,57 bilhão) e indústria (R$ 1,53 bilhão).
Distribuição setorial dos recursos
- Comércio e serviços: R$ 2,44 bilhões
- Infraestrutura: R$ 1,82 bilhão
- Pecuária: R$ 1,57 bilhão
- Indústria: R$ 1,53 bilhão
- Agricultura: R$ 505,4 milhões
- Turismo: R$ 245,8 milhões
- Pessoa física: R$ 17,3 milhões
A superintendente estadual do BNB no Ceará, Eliane Brasil, destacou que a construção da proposta contou com participação ativa de federações, entidades empresariais e órgãos estaduais. “Além dos recursos orçamentários, o Fundo é fortalecido pelos reingressos financeiros e mantém como prioridade a interiorização do desenvolvimento regional”, afirmou.
MPEs e projetos estruturantes no foco
A gestora ressaltou que micro e pequenas empresas são alvo significativo dos recursos do FNE. Mas os projetos de grande porte também seguem na agenda do banco, especialmente aqueles ligados à expansão portuária, à malha ferroviária e à cabotagem — setores que integram as iniciativas estruturantes identificadas para o crescimento do Ceará nos próximos anos.
Eliane Brasil reforçou que o BNB mantém postura receptiva a sugestões e propostas alinhadas às necessidades de cada segmento econômico. O debate registrado na reunião servirá como referência direta para a aplicação dos recursos ao longo de 2027, com o objetivo de ampliar a atividade produtiva, estimular a geração de emprego e renda e fortalecer a competitividade da economia cearense.
O volume previsto reforça o papel do FNE como âncora do desenvolvimento regional — e posiciona o Ceará como um dos principais destinos do crédito público no Nordeste para o próximo ciclo.


