Casa Passiva: descubra tudo sobre este modelo de Arquitetura que impacta menos o meio ambiente
Pouco a pouco, seguindo este modelo, é possível reduzir o impacto das construções sobre o meio ambiente
Casa passiva – ou Passivhaus, em alemão – é um conceito para moradias do futuro. Trata-se de construções incrivelmente sustentáveis, econômicas e confortáveis, como nada igual! Mas só podem ser erguidas se os construtores seguirem um conjunto rigoroso de princípios. E sabe quais são?
Estima-se que até 2010 tenham sido feitas mais de vinte mil estruturas assim pelo mundo – sobretudo na Europa. Mas agora, por aqui, arquitetos e engenheiros propõem que esta mudança de padrões construtivos também seja aplicado no Brasil.
Mais sobre o conceito da Passivhaus
O que pode ter começado como uma teoria, agora era real! O termo ‘Casa Passiva’ classifica um modelo de construção que consome menos ou até tem zero de vários sistemas. Projetos arquitetônicos e de engenharia que o seguem passam por um processo de design mais bem integrado e rigoroso. O resultado deste movimento é visível! Novos edifícios construídos neste padrão normativo são mais eficientes e ecológicos. E é claro que, com o tempo, devem entrar nesta lista mais do que casas, mas escolas, creches, shoppings e outros tipos de prédios!
Características principais das Casas Passivas
As casas passivas são diferentes das outras casas comuns sob muitos aspectos. Para começar, seus sistemas construtivos apresentam estruturas feitas de materiais com procedência eco-friendly e todos os seus outros detalhes têm também esta “pegada ecológica”. Elas são muito bem ventiladas e adequadamente úmidas, com esquadrias de alta qualidade. Também são mais bem isoladas e sem “pontes térmicas”, mantendo a temperatura dos ambientes sempre entre 20 e 25 graus Celsius.
A Casa Passiva não precisa de climatizações artificiais, porém tem tecnologia para proteção do sol e recuperação de calor seguindo os princípios da Arquitetura bioclimática. E tais edifícios ainda são de energia ultra-baixa, exigindo pouquíssimo consumo elétrico para o funcionamento de seus principais sistemas – cerca de 75% a menos do que é preciso nas construções tradicionais.
Projetos dentro do padrão Passivhaus
Para se chegar ao nível de uma Casa Passiva, ou seja, sustentável, um projeto arquitetônico precisa ser muito bem detalhado. O próprio projetista precisa ter um alto entendimento de diferentes variáveis, como condições sociais, contextos climáticos e de muitas tecnologias hoje disponíveis no mercado.
A ideia é oferecer aquilo que o cliente pediu, mas de um jeito diferente, que garanta a máxima qualidade da construção em todas as suas fases de obra. E até já existem softwares desenvolvidos especialmente para ajudar nesta questão, como é o caso do PassivHaus Plannig Package, um programa baseado no Excel.
Projetos de Casas Passivas pelo mundo
A Alemanha é o país que mais investe atualmente em construção de Casas Passivas; inclusive, por lá, foi criado o Passive House Institute para certificação de imóveis neste padrão. Na nossa Pátria Mãe, Portugal, também há Casas Passivas desde 2012, desenvolvidas por Homegrid, com a primeira certificação oficial acontecendo só em 2016.
Já no Brasil, este modelo chegou lentamente, jamais tendo nada certificado pelo instituto alemão. Mas um trabalho surpreendente tem sido feito pelo Escritório Verde da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Já a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte anunciou recentemente uma possível primeira certificação da América Latina, uma residência de 80m² montada para servir de showroom ou laboratório para cursos do SENAI – o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Processo de Desenho Arquitetônico
Para que um projeto arquitetônico chegue realmente ao nível das Casas Passivas certificadas, precisa passar por várias etapas bem complexas. Ele deve aliar materiais e tecnologias, além de outras soluções eficientes visando sempre o sustentável e o ecológico – a madeira é o principal material utilizado nessas construções. Seu desenho também deve esquematizar, desde o início, uma boa saída para climatizar a casa, valendo-se principalmente de ventilação natural e placas solares. A orientação de tudo deve visar o melhor custo benefício!
Infelizmente, pode acontecer de todas as decisões de projeto levarem a um aumento de cerca de 5% a mais nos custos da obra em relação ao que se teria em um edifício convencional. Mas e quanto ao impacto ambiental, que é inferior com essas casas, e a melhor saúde das pessoas que vivem nelas? Isto não contaria mais? Reflita e responda nos comentários deste texto!
“No momento em que entra o conceito da tecnologia, a pessoa entende que não será necessariamente barata. Mas a tecnologia evoluiu de uma certa forma que o investimento não é muito maior.”,
“Estamos falando de 2% a 3% a mais, dependendo da sofisticação ou do tipo do empreendimento, mas compensa,”
– professora Libia Patricia Peralta Agudelo, em reportagem de Madeira e Construção.
Fonte: Engenharia 360