Caixa libera R$ 8,7 bi para destravar crédito imobiliário

Aprovadas pelo banco, as propostas de empréstimo habitacional estavam paradas por falta de recursos, mesmo para quem já tinha carta de crédito aprovada. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa para obter informações referentes ao valor que será destinado para os financiamentos imobiliários no Ceará, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Desde segunda-feira (6), está disponível orçamento suplementar do FGTS para o crédito imobiliário à pessoa física e de apoio à produção. “Com essa suplementação, a Caixa garante recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4.000”, afirmou a Caixa Econômica, em nota.

O Banco Central (BC) registrou 248 queixas sobre a Caixa Econômica no primeiro semestre do ano relativas a demora na liberação do financiamento, alta de 9% ante os seis meses anteriores e de 2,5% sobre igual período de 2016.

Restrições

Nos últimos meses, a Caixa anunciou uma série de restrições ao crédito, como a redução do limite financiado para imóveis usados de até 70% para 50%. A regra passou a valer em 25 de setembro e quem ainda não tivesse assinado o contrato até essa data já deveria se enquadrar no novo modelo.

Na última terça-feira (7), a Caixa afirmou que os contratos que seriam finalizados pelas agências antes das novas medidas de redução das cotas terão as condições mantidas e prorrogadas até o fim deste mês. “As avaliações dos imóveis em garantia ao crédito de pessoa física que tiveram sua validade expirada durante o período de transição serão renovadas automaticamente até o final do ano, garantindo a continuidade dos financiamentos”, afirma em nota.

O banco diz ainda que a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior ao mesmo período do ano passado e que o banco já emprestou mais de R$ 72,4 bilhões até o momento em todas as suas modalidades.

Sem recursos, a Caixa passou a adotar uma execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário, “com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro”, o que também contribuiu para travar as concessões já em curso.