Como será a habitação no futuro?

Antecipar cenários e desenhar o futuro desejável para a indústria da construção de habitações no Brasil, com um salto de qualidade, implantação de inovações e melhoria de produtividade para a indústria, são resultados do projeto “Habitação 10 anos no Futuro – Onde estamos e para onde podemos ir”, desenvolvido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat), em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem  Industrial (Senai Nacional), e que podem ser conferidos no  Estudo Foresight (Pensamento do Futuro), clicando aqui.

“Vivemos um momento de muita transformação, quem não perceber ficará para trás”, destaca o presidente da CBIC, José Carlos Martins, exaltando a iniciativa. “O trabalho visa democratizar a informação e levar para a base o que estamos discutindo sobre como será esse País em termos de tecnologia na construção. Em breve o setor vai ‘bombar’ de novo e quem estiver preparado nas áreas de gestão e competitividade sairá na frente e ocupará os espaços que surgirão”, conclui.

Para ensinar o setor a dar o primeiro passo para alcançar o cenário de futuro desejado – construído entre janeiro e maio deste ano e apresentado aos participantes do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Florianópolis/SC, durante painel da Comat/CBIC –, está sendo desenhado o plano de ação do projeto. Numa atuação conjunta, representantes da CBIC, do Senai Nacional, da Academia, de entidades da cadeia produtiva do setor da construção e de centros de pesquisas, além de empresários do setor, estão detalhando um plano de ação factível de ser seguido num horizonte de cinco anos. Será traçada uma visão de 10 a 12 anos e um plano para cinco anos. “Faremos um movimento de ondas de mudanças. A ideia é olhar a longo prazo (10 anos) e traçar um plano de execução para cinco anos (curto prazo)”, explica o especialista em Desenvolvimento Industrial do Senai/DN, Luís Gustavo Demont, para mostrar ao empresário que é possível chegar lá.

A expectativa é de que esse plano de ação englobe não apenas a visão de longo prazo, mas também a necessidade de curto prazo, sempre olhando para o aumento da qualidade e produtividade do setor da construção. A previsão é de que ele seja lançado em dezembro deste ano, durante a cerimônia de premiação do Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade, em Brasília, quando a entidade encerrará seu ano já traçando não só a visão de futuro, mas também o planejamento de execução para iniciar sua operação em 2019.

A partir dos objetivos estruturados em torno de escolhas estratégicas do grupo envolvido na primeira etapa do estudo, foi traçado um guia inicial para o desenvolvimento de ações, programas e projetos na direção do futuro preferido da construção de habitações no Brasil, que pode ser conferido a seguir:

“É um trabalho piloto no desenvolvimento de um método que será desenvolvido em outros setores. Começamos pela construção civil, por sua representatividade na contribuição compulsória no Senai”, ressalta o gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sesi Nacional, Marcelo Prim. “O Senai é um parceiro que acredita nesse tipo de atuação de trabalho e que está disponibilizando toda a infraestrutura dos Institutos Senai de Inovação para fazer as pesquisas e a parte de desenvolvimento”, disse.

No próximo dia 13 de setembro, o projeto, que foi avaliado no último dia 3 de setembro por um grupo de representantes do setor, será apresentado em transmissão ao vivo no Facebook @cbicbrasil. “A expectativa, com o estudo, é criar diretrizes fortes o suficiente para que balizem o desenvolvimento do setor no futuro”, aponta o presidente da CBIC.

O estudo é resultado das duas oficinas CBIC/Senai de Pensamento de Futuro realizadas em março deste ano, que envolveu diversos atores do setor da construção do Brasil. “Com muito trabalho conseguimos reunir um grupo seleto de representantes da cadeia produtiva do setor da construção. A perspectiva é dar um passo com ainda mais qualidade nesta segunda fase”, menciona o presidente da Comat/CBIC, Dionyzio Klavdianos.

Fonte: CBIC