Abramat aponta estabilidade no faturamento da indústria de materiais

A nova edição da pesquisa Índice, elaborada pela FGV com dados do IBGE e que traz os dados de faturamento do setor, foi apresentada na semana passada em evento fechado para associados da Abramat.

O estudo indica que, em setembro, o faturamento deflacionado das indústrias de materiais apresentou retração de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2022.

Já na comparação com o mês anterior, o faturamento de setembro apresentou queda de 0,21%.

Para este ano, a estimativa do faturamento continua apontando uma contração de 1%. A nova edição da pesquisa aponta também os dados consolidados de agosto de 2023.

No período, a indústria de materiais de construção teve faturamento 2% menor que o observado em agosto de 2022.

Os materiais básicos tiveram aumento de 0,4% e os materiais de acabamento, queda de 5,7% na base de comparação interanual.

Em sua abertura, o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro, destacou que a retração do setor no ano está sendo reduzida mês a mês, devido a fatores que devem permitir projetar um 2024 mais promissor.

“A manutenção e desenvolvimento do Projeto Construa Brasil, o lançamento do PAC, a efetiva implementação do Minha Casa Minha Vida, a retomada de obras paradas, a redução progressiva das taxas de juros com inflação sob controle e o avanço na aprovação de reformas estruturantes no Congresso são externalidades positivas que, somadas ao trabalho propositivo de todos os participantes do ecossistema da construção, estão contribuindo para amenizar a queda no faturamento em 2023”, explicou Navarro,

Durante o evento, a coordenadora de projetos da construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo, apresentou sua visão sobre o futuro da indústria de materiais de construção.

Quanto aos números do setor para o ano, a economista destacou que a previsão positiva no início do ano não se concretizou.

“Tínhamos uma previsão mais otimista no começo de 2023, mas essa evolução recente não nos permite fazer uma revisão para cima”, afirmou.

Até o momento, a estimativa se mantém na faixa de -1%, na qual a base tem desempenho positivo de 2,5% e acabamento apresenta queda de -6,3%”, detalhou.
A pesquisadora reforçou ainda que “o resultado já foi fortemente negativo, mas agora começa a ter uma melhora”.

A FGV também apresentou as expectativas para o setor em 2024:

“Do ponto de vista neutro, vemos que a indústria de materiais de construção tende a apresentar crescimento de 2%, já no cenário pessimista o setor deve apresentar 0,5% de alta e, no cenário otimista, crescimento de 3,5%”, estimou.

A Abramat aproveitou a ocasião para lançar a nova edição anual do “Perfil da Cadeia Produtiva da Construção 2023”, com dados atualizados até 2022.

De acordo com Navarro, a entidade segue trabalhando junto a todos os interlocutores do setor da construção.

“Atuamos para que tenhamos diagnósticos precisos, baseados em fatos e dados, com múltiplas propostas para a melhoria do ambiente de negócios do setor, facilitando a missão de ser um dos principais pilares da retomada econômica para o país, com geração de empregos, renda e atração de investimentos”, comentou.

Fonte: Grandes Construções