Fortaleza – CE | quinta-feira 15 de janeiro de 2026 / 05:06

Setor da construção enfrenta desafios tecnológicos que afetam produtividade e gestão de obras, aponta pesquisa

Levantamento revela sete principais desafios que comprometem eficiência e rentabilidade de construtoras e incorporadoras no Brasil

Um estudo recente da Makasí, fintech especializada em crédito e soluções bancárias para a construção civil, revelou os principais obstáculos tecnológicos que impactam a gestão de projetos e empreendimentos no país. A pesquisa identificou sete desafios recorrentes que prejudicam a produtividade, a previsibilidade financeira e a rentabilidade das obras.

De acordo com Fabiane Pellegrino, cofundadora e CPO da Makasí, muitos softwares de gestão ainda seguem o modelo tradicional de ERP, priorizando tarefas administrativas e negligenciando a integração entre planejamento, execução e controle financeiro. “Essa abordagem torna os processos mais burocráticos, aumenta a complexidade operacional e limita a tomada de decisão estratégica das empresas”, explica.

A executiva defende que a falta de comunicação entre áreas-chave — como engenharia, financeiro e suprimentos — eleva os riscos e pode comprometer a qualidade e a agilidade das entregas. “Hoje, implementar tecnologia de forma eficiente deixou de ser um diferencial competitivo e se tornou uma necessidade básica para quem quer se manter no mercado”, destaca Fabiane.

Segundo a fintech, a solução está na adoção de plataformas integradas, capazes de centralizar dados, reduzir retrabalhos e melhorar a previsibilidade dos resultados. “Avançar nesse sentido pode gerar ganhos expressivos de produtividade e competitividade”, completa.

Confira os sete desafios tecnológicos mapeados pela pesquisa:

  1. Dificuldade em elaborar estudos de viabilidade
    Muitas empresas ainda tomam decisões com base em estimativas incompletas por falta de dados integrados e atualizados, o que eleva o risco de investimentos com baixo retorno.
  2. Fragmentação de sistemas de gestão
    Construtoras utilizam diversas plataformas para controlar prazos, orçamentos e pagamentos, mas a falta de integração entre elas resulta em informações dispersas e retrabalho.
  3. Desalinhamento entre execução e pagamentos
    Ainda é comum a falta de sincronia entre o avanço físico da obra e os desembolsos financeiros, o que pode gerar adiantamentos indevidos ou atrasos a fornecedores.
  4. Carência de indicadores financeiros consolidados
    Sem métricas claras sobre margem de lucro e taxa interna de retorno, as empresas têm dificuldade em comparar empreendimentos e definir prioridades de investimento.
  5. Risco de rupturas no fluxo de caixa
    Atrasos em recebimentos ou aumento de custos inesperados ameaçam diretamente o andamento das obras, comprometendo prazos e resultados.
  6. Burocracia no acesso a crédito
    Negociar financiamentos com diferentes instituições, cada uma com exigências próprias, torna o processo lento e exige alto nível técnico.
  7. Gestão de múltiplas contas por obra
    Empreendimentos que exigem várias contas bancárias aumentam a complexidade administrativa e ampliam o risco de falhas no controle financeiro.

O levantamento da Makasí reforça a necessidade de digitalização e integração total das operações no setor da construção civil — um passo essencial para garantir eficiência, previsibilidade e sustentabilidade financeira nos próximos anos.

Fonte: Redação

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