Nos dias 11 e 12 de setembro, o auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) receberá dois importantes eventos do setor: o V Encontro Estadual de Mineração e o 1º Seminário de Minerais Estratégicos do Ceará. A programação ocorre em um momento positivo, já que a mineração cearense deve fechar 2025 com exportações acima de US$ 100 milhões, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran), Carlos Rubens Alencar. Até julho, o setor já havia alcançado US$ 77,7 milhões em vendas externas.
Os encontros contam com apoio da Fiec e da Universidade Federal do Ceará (UFC) e reúnem nomes de peso da mineração nacional e regional. Estão confirmados representantes do governo estadual, especialistas técnicos, dirigentes sindicais e estudantes das áreas de geologia e engenharia de minas. Órgãos públicos e privados ligados ao meio ambiente também estarão presentes.
Rochas ornamentais lideram desempenho
De acordo com Alencar, o destaque do setor está nas rochas ornamentais, que colocam o Ceará em posição de referência mundial. Entre os materiais mais valorizados estão os quartzitos Taj Mahal, Perla Venata, Perla Santana, Matira, Nayca e Avohai, amplamente procurados por sua qualidade e beleza.
Além das rochas, o estado exporta magnesita, manganês, feldspato, mica e gipsita (gesso), além de possuir grande potencial em minerais estratégicos, como lítio, grafita, cobalto, platina e ouro, que estão em fase de pesquisa e exploração.
Diversificação e impacto econômico
O presidente do Simagran também ressalta a relevância de outros segmentos, como o setor cerâmico, presente em mais de 100 municípios, a produção de água mineral, que reúne quase uma centena de empresas, além da extração de brita e agregados utilizados pela construção civil.
Para Alencar, os números confirmam o impacto da mineração na economia do estado. “Este é o setor que mais gera renda e emprego na zona rural e divisas para o Ceará. Sem mineração não há civilização. Sem mineração não há vida”, destaca.


