O mercado imobiliário brasileiro segue em trajetória de valorização constante. Segundo o Índice FipeZAP, os preços de venda de imóveis residenciais registraram alta de 0,54% em outubro de 2025, mantendo desempenho acima da inflação. No mesmo período, o IGP-M apresentou queda de 0,36%, enquanto o IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,18%.
O resultado confirma a resiliência estrutural do setor, que se mantém aquecido mesmo diante de juros elevados e restrição de crédito. Com o avanço do emprego e o aumento da renda, tanto consumidores quanto investidores têm buscado proteção em ativos reais, reforçando o papel do imóvel como reserva de valor.
Valorização ampla em diferentes regiões
Em outubro, 52 das 56 cidades monitoradas apresentaram alta nos preços, incluindo 20 das 22 capitais. Curitiba (1,21%) e Belo Horizonte (1,17%) lideraram o ranking de valorização, seguidas por Maceió (0,90%), Teresina (0,89%), São Luís (0,88%) e Fortaleza (0,88%).
Mesmo em mercados consolidados, como São Paulo (0,45%) e Rio de Janeiro (0,40%), os preços continuaram avançando. Apenas Vitória e Campo Grande registraram retração, ambas de 0,14%.
Desempenho acumulado em 2025
De janeiro a outubro, o preço médio de venda de imóveis subiu 5,61%, superando com folga o IPCA acumulado (3,83%) e o IGP-M (-1,30%). Entre as capitais, Vitória (15,07%), Salvador (13,77%), João Pessoa (13,49%) e São Luís (12,32%) lideram os ganhos no ano.
O desempenho reforça a força das cidades médias e do Nordeste, impulsionadas pela expansão do turismo residencial e pela busca por imóveis em regiões com custo mais competitivo, o que tem ampliado a valorização fora do eixo tradicional Rio–São Paulo.
Alta consistente em 12 meses
Nos últimos 12 meses, o FipeZAP acumula alta de 6,83%, superando o IPCA (5,17%) e o IGP-M (0,92%). Imóveis de um dormitório continuam liderando a valorização, com avanço de 7,8%, impulsionados pela procura de investidores e compradores em busca de unidades compactas e de alta liquidez. Já os imóveis de quatro dormitórios ou mais tiveram alta mais moderada, de 5,57%, refletindo custos de manutenção mais elevados.
Panorama nacional de preços
O preço médio nacional atingiu R$ 9.529 por metro quadrado em outubro. As unidades de um dormitório alcançaram média de R$ 11.480/m², enquanto as de dois dormitórios ficaram em R$ 8.561/m².
Entre as capitais, Vitória (R$ 14.122/m²) mantém o posto de mercado mais caro do país, seguida por Florianópolis (R$ 12.618/m²), São Paulo (R$ 11.833/m²) e Curitiba (R$ 11.652/m²). Na outra ponta, Aracaju (R$ 5.267/m²) e Teresina (R$ 5.774/m²) registram os menores valores médios, evidenciando a diversidade de preços e oportunidades no mercado nacional.


