Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 14:15

Minha Casa, Minha Vida impulsiona habitação no Ceará e ultrapassa meta nacional antes do prazo

Estado soma mais de 80 mil moradias contratadas entre 2023 e 2025, enquanto programa alcança 2,1 milhões de unidades em todo o país

Entre 2023 e 2025, o Ceará registrou a contratação de 80,4 mil unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), resultado que representa R$ 11,1 bilhões em investimentos federais destinados ao estado. Relançado em fevereiro de 2023, o programa tinha como meta inicial a contratação de dois milhões de moradias até o final de 2026 — objetivo que foi atingido com um ano de antecedência.

Na última sexta-feira (23/01), durante cerimônia realizada em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Cidades, Jader Filho, anunciaram a superação da meta nacional. No período de três anos, o programa contabilizou 2,1 milhões de unidades habitacionais contratadas em todo o Brasil, com aportes federais superiores a R$ 317,78 bilhões. Diante do desempenho, o Governo do Brasil estabeleceu um novo objetivo: contratar mais um milhão de moradias ainda em 2026. Na ocasião, 1.337 unidades foram entregues na capital alagoana.

Alcance social em todas as regiões

As contratações do Minha Casa, Minha Vida beneficiaram aproximadamente 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do país. O Sudeste lidera em número de beneficiados, com 3,48 milhões de pessoas, seguido pelo Nordeste, com 2,22 milhões. Na sequência aparecem o Sul (1,38 milhão), o Centro-Oeste (925 mil) e a Região Norte (431 mil).

Em volume de unidades contratadas, o Sudeste também ocupa a primeira posição, com 870,5 mil moradias e investimentos de R$ 144,77 bilhões. O Nordeste soma 557,3 mil unidades, com aportes de R$ 68,62 bilhões. O Sul contabiliza 347,2 mil contratos e R$ 56,56 bilhões, enquanto o Centro-Oeste registra 231,4 mil unidades e R$ 34,76 bilhões. Já o Norte alcançou 107,8 mil moradias, com R$ 13,09 bilhões aplicados.

Destaque entre os estados

No recorte estadual, São Paulo lidera tanto em número de unidades quanto em volume financeiro, com 588,3 mil moradias contratadas e investimentos de R$ 101,88 bilhões. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 175,8 mil unidades e R$ 26,83 bilhões. Também superaram a marca de 100 mil contratos os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Bahia, todos com investimentos acima de R$ 13 bilhões no período analisado.

Novo desenho do programa fortalece o setor

A atual fase do Minha Casa, Minha Vida ampliou o foco em famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, priorizando a Faixa 1, destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850, com subsídio que pode chegar a 95% do valor do imóvel.

O programa também contempla a Faixa 2, para rendas entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700, e a Faixa 3, que abrange famílias com renda de R$ 4.700,01 a R$ 8.600. Além disso, foi criada a Faixa Classe Média, voltada a famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. Esse conjunto de medidas tem impacto direto na cadeia produtiva da construção civil, estimulando investimentos e geração de empregos.

Recorde no mercado imobiliário

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em informações da Associação Brasileira de Incorporadoras, indicam que o setor imobiliário brasileiro alcançou, em 2025, um recorde histórico de lançamentos, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida. Até outubro, o volume de imóveis lançados cresceu 34,6%, o maior avanço da série histórica, com destaque para a alta de 38,6% nas novas unidades vinculadas ao programa.

Como complemento, o Governo do Brasil anunciou novas regras para o sistema financeiro de habitação, com foco na ampliação do crédito imobiliário para famílias com renda mensal de até R$ 20 mil, reforçando o papel do setor habitacional como vetor de desenvolvimento econômico e social.

Fonte: Redação

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