Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 14:16

Design e arquitetura corporativa assumem papel estratégico na evolução dos ambientes de trabalho

Flexibilidade, bem-estar, identidade de marca e tecnologia redefinem os escritórios no contexto do trabalho híbrido

Os ambientes corporativos vivem um processo contínuo de transformação, impulsionado por novas dinâmicas de trabalho, pela consolidação dos modelos híbridos e por uma compreensão mais ampla do impacto que o espaço físico exerce sobre a produtividade, a cultura organizacional e a experiência dos colaboradores. Nesse novo contexto, arquitetura e design corporativo deixam de atender apenas a demandas operacionais e passam a ocupar uma posição estratégica dentro das empresas.

Um dos movimentos mais evidentes dessa evolução é a flexibilização dos layouts. Escritórios tradicionais, com configurações rígidas, dão lugar a ambientes mais dinâmicos e adaptáveis, capazes de atender diferentes usos ao longo do dia. Espaços colaborativos, áreas destinadas ao trabalho concentrado e salas multifuncionais passam a coexistir de forma integrada, promovendo eficiência, versatilidade e melhor aproveitamento da área disponível. Para a designer de interiores Daiane Antinolfi, “o escritório precisa acompanhar o ritmo das pessoas, oferecendo liberdade de escolha e conforto sem abrir mão da eficiência”.

O bem-estar dos usuários também se consolida como um dos principais pilares dos projetos corporativos contemporâneos. Elementos como iluminação natural, conforto acústico, qualidade do ar e a presença de soluções biofílicas ganham protagonismo na concepção dos ambientes. Essas estratégias contribuem para espaços mais saudáveis, equilibrados e acolhedores, impactando diretamente o desempenho, a satisfação e a retenção das equipes. Segundo o arquiteto Marcos Serrano Miralles, “projetar escritórios hoje é compreender que a arquitetura influencia comportamento, saúde e as relações humanas”.

Outro aspecto relevante nesse processo de modernização é o fortalecimento da identidade corporativa por meio do espaço físico. Os escritórios passam a funcionar como extensões da marca, refletindo valores, propósito e cultura organizacional de maneira clara e consistente. O uso estratégico de cores, materiais, grafismos e narrativas visuais alinhadas à identidade da empresa contribui para reforçar o sentimento de pertencimento e a conexão emocional dos colaboradores com o ambiente. Para o arquiteto Pedro Coimbra, “quando o espaço traduz a essência da empresa, ele fortalece o engajamento e o senso de pertencimento de quem o utiliza diariamente”.

A integração da tecnologia completa esse movimento de transformação. Soluções voltadas ao trabalho híbrido, automação predial e gestão inteligente dos ambientes são incorporadas de forma funcional e discreta, garantindo eficiência sem comprometer a estética. Nesse cenário, o design de produtos assume papel relevante ao desenvolver peças que dialogam com a arquitetura e ampliam a experiência do usuário. A designer Daniela Ferro destaca que “o desafio está em criar soluções intuitivas, que facilitem o uso do espaço e se integrem naturalmente ao projeto arquitetônico”.

Dentro desse contexto, o mobiliário corporativo com design autoral ganha protagonismo ao unir funcionalidade, identidade e referências culturais. A proposta evolui para a criação de ambientes de trabalho que expressem sofisticação, propósito e brasilidade, a partir de processos colaborativos e do diálogo com profissionais criativos. “Mais do que equipar escritórios, entregamos soluções que traduzem a diversidade cultural brasileira e transformam os ambientes corporativos em espaços de inspiração, bem-estar e produtividade”, afirma Gisele Leal, CEO da 789.

Fonte: Redação

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