O cenário imobiliário em Fortaleza e na sua Região Metropolitana (RMF) começou o ano de 2026 com desempenho expressivo e um ritmo acentuado de negócios. Impulsionado pela procura aquecida, principalmente em categorias de maior valor, o mercado contabilizou cifras expressivas em seu balanço inicial.
Segundo os indicadores organizados pela Brain Inteligência Estratégica, em parceria com o Sinduscon Ceará, o Valor Geral de Vendas (VGV) no primeiro trimestre atingiu a marca de R$ 2,43 bilhões. O montante evidencia um avanço notável de 38% quando comparado com o mesmo trimestre do ano de 2025.
Alta puxada pela capital
Como era esperado, Fortaleza concentrou o grande volume destas transações imobiliárias. Apenas na capital cearense, as vendas bateram R$ 2,05 bilhões, caracterizando um aumento de 55% frente ao desempenho do ano anterior. O restante do saldo foi proveniente da Região Metropolitana, que totalizou R$ 384,4 milhões em negócios e demonstrou a força de expansão imobiliária também nas cidades vizinhas.
Os grandes responsáveis pelo faturamento elevado foram os empreendimentos classificados como de médio e alto padrão. Em Fortaleza, essas categorias viram suas vendas dispararem em 82%, subindo de R$ 918,3 milhões para um total de R$ 1,67 bilhão. Considerando o mercado de construções residenciais verticais como um todo na cidade, a comercialização superou R$ 2,03 bilhões, o equivalente a um crescimento anual de 57%.
Um novo momento no setor
Para Sérgio Macedo, diretor de estatística associado ao Sinduscon Ceará, esse panorama pujante é o reflexo de uma mudança estrutural na mentalidade do público consumidor. “O crescimento de 38% nas vendas totais e o salto de 82% no VGV de médio e alto padrão em Fortaleza mostram que o consumidor voltou a investir no imóvel como ativo de valor e qualidade de vida”, salienta.
O executivo também ressalta um detalhe importante em relação à performance dos novos projetos. A eficácia nas transações tem sido um grande diferencial recente, onde os projetos lançados encontram boa aderência. “Temos um mercado que não apenas lança, mas que converte esses lançamentos em vendas efetivas, movimentando toda a cadeia produtiva do Estado”, encerra.
