Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 19:19

Construção entra em nova era e aposta em industrialização, tecnologia e sustentabilidade até 2026

Construção a seco, processos mais previsíveis e uso intensivo de inovação devem transformar o setor e redefinir padrões de eficiência e qualidade nos próximos anos

A construção civil deve passar por uma transformação estrutural até 2026, impulsionada pela industrialização dos processos, pela consolidação da construção a seco, pelo uso intensivo de tecnologia, pela sustentabilidade como requisito básico e por obras cada vez mais rápidas e previsíveis. As cinco tendências foram identificadas em um levantamento da Espaço Smart, empresa referência nacional em soluções para construção industrializada.

Segundo a companhia, o setor vive um ciclo profundo de mudança, motivado por fatores econômicos, operacionais e comportamentais. Modelos construtivos tradicionais, altamente dependentes de mão de obra intensiva, com altos níveis de desperdício e baixa previsibilidade de custos e prazos, vêm perdendo espaço para sistemas industrializados, padronizados e escaláveis. Esse movimento impacta diretamente a viabilidade financeira, a rentabilidade e a gestão de riscos dos empreendimentos imobiliários.

Entre as tendências mapeadas, a industrialização da construção desponta como o principal vetor de transformação. O conceito envolve a produção fora do canteiro de obras, a padronização de sistemas, o controle rigoroso de qualidade e o uso intensivo de tecnologia desde a concepção do projeto.

Para Rubens Campos, CEO da Espaço Smart, a industrialização funciona como base para todas as demais mudanças no setor. “Ela permite mais sustentabilidade, previsibilidade, velocidade, qualidade e escala, atributos cada vez mais determinantes para atender às exigências do mercado imobiliário atual”, afirma o executivo.

Esse avanço é acelerado pela escassez estrutural de mão de obra qualificada nos métodos tradicionais, pelo aumento da pressão sobre custos e pela crescente demanda por empreendimentos com prazos mais curtos, maior controle financeiro e menor exposição a riscos operacionais.

A construção a seco, por sua vez, deixa de ser uma alternativa e assume protagonismo. Sistemas como Steel Frame e Wood Frame, antes vistos como soluções de nicho, avançam rapidamente e tendem a se consolidar como padrão até 2026. Esses métodos se destacam pela significativa redução de desperdício de materiais, encurtamento do ciclo de obra, maior previsibilidade orçamentária e alto desempenho técnico.

De acordo com Campos, essa evolução responde diretamente às novas expectativas do mercado e do consumidor final, que já não tolera atrasos, custos imprevistos e retrabalho. “A obra passa a ser tratada como um processo industrial, baseado em eficiência, controle e repetibilidade, características essenciais para o desenvolvimento imobiliário em escala”, destaca.

Outra tendência irreversível é a incorporação intensiva de tecnologia em todo o ciclo do empreendimento. O BIM (Building Information Modeling) se consolida como ferramenta central para projetos integrados, compatibilização, planejamento e gestão de obras. Paralelamente, a automação de processos, o uso de inteligência artificial aplicada a orçamentos, cronogramas e controle de obras, além da adoção de materiais industrializados de alto desempenho, ganham espaço de forma acelerada.

Esse avanço tecnológico contribui para decisões mais estratégicas, redução de erros, aumento da produtividade e melhor aproveitamento de recursos, fatores diretamente ligados à previsibilidade e à rentabilidade dos empreendimentos.

A sustentabilidade também deixa de ser um diferencial e passa a ser critério básico. Até 2026, práticas sustentáveis tornam-se indispensáveis, incluindo a redução de resíduos no canteiro, o uso eficiente de água e energia, a escolha de materiais recicláveis ou de menor impacto ambiental e a adoção de sistemas construtivos mais leves e eficientes.

Para o CEO da Espaço Smart, o planejamento inteligente desde a fase de projeto é fundamental para minimizar desperdícios, otimizar recursos e garantir eficiência ambiental, econômica e operacional ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento.

A convergência dessas transformações aponta para um novo padrão de obras mais organizadas, rápidas, previsíveis e com menor desperdício. Mais do que tendências, essas mudanças refletem uma exigência de um mercado e de consumidores cada vez mais informados, criteriosos e atentos à experiência, ao desempenho técnico e à sustentabilidade dos projetos.

“O consumidor de 2026 busca previsibilidade, qualidade técnica, sustentabilidade e tranquilidade. Mais do que construir rápido, ele quer construir melhor”, afirma Campos. “Além das transformações produtivas, o futuro da construção passa por educação do mercado e mudança cultural. Construir de forma industrializada é mais inteligente, econômica e sustentável do que insistir em modelos ultrapassados, e isso será decisivo para o futuro do setor”, conclui.

Fonte: Redação

PUBLICIDADE