Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 14:58

IA, mobilidade autônoma e combustíveis limpos impulsionam nova era no transporte global

Estudo da Deloitte aponta cinco eixos estratégicos que devem redefinir o setor nos próximos anos, com destaque para tecnologia, novos modelos de financiamento e descarbonização

A incorporação acelerada da inteligência artificial ao transporte, a integração progressiva da mobilidade autônoma e a expansão do uso de combustíveis de baixa ou zero emissão de carbono devem provocar uma transformação estrutural no setor de transportes em escala global. Essa é a principal conclusão do estudo Global Transportation Trends, elaborado pela Deloitte, que analisa os vetores de mudança mais relevantes para governos e empresas da área.

De acordo com o relatório, cinco frentes estratégicas tendem a concentrar os principais esforços nos próximos anos: ampliação do uso da inteligência artificial, integração de veículos autônomos aos sistemas de mobilidade, incentivo a veículos de baixa ou zero emissão, diversificação dos modelos de financiamento e receitas, além do fortalecimento da infraestrutura de transportes.

A Deloitte destaca que a inteligência artificial já é utilizada por agências públicas para monitorar, em tempo real, as condições da infraestrutura, identificar padrões de deslocamento, otimizar rotas e aprimorar processos de manutenção preditiva. Esse avanço tecnológico permite maior eficiência operacional e tomada de decisão baseada em dados.

A convergência entre IA, análise avançada de dados, gêmeos digitais e computação em nuvem amplia o potencial dessas soluções, viabilizando aplicações mais sofisticadas, escaláveis e ajustadas às particularidades regionais. Esse conjunto tecnológico passa a ser visto como um pilar essencial para a modernização dos sistemas de transporte.

No aspecto econômico, o estudo aponta uma mudança relevante nos modelos de financiamento do setor. Há uma tendência crescente de adoção de mecanismos alternativos, como cobranças por uso, pedágios inteligentes, precificação de congestionamento e parcerias público-privadas, que ganham espaço como complementos ou substitutos aos modelos tradicionais de arrecadação.

A promoção de veículos de baixa ou zero emissão de carbono completa o conjunto de tendências mapeadas. Embora o mercado global de veículos elétricos continue em expansão, a Deloitte ressalta que a transição energética no transporte exige soluções integradas, envolvendo infraestrutura adequada, políticas públicas consistentes e diversificação das fontes energéticas.

Nesse contexto, o Brasil é citado no estudo como referência internacional pelo uso de biocombustíveis, com destaque para o etanol. O relatório aponta a elevada participação de veículos flex na frota nacional e o papel estratégico dos biocombustíveis na redução das emissões de gases de efeito estufa.

O levantamento também ressalta os avanços recentes proporcionados pela Lei do Combustível do Futuro, que estabelece diretrizes para a ampliação do uso de combustíveis renováveis no país. A iniciativa reforça a posição brasileira como protagonista na agenda de mobilidade sustentável e transição energética no setor de transportes.

Fonte: Redação

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