Fortaleza – CE | sábado 28 de fevereiro de 2026 / 05:13

Agritech projeta alta de 10% em vendas de tratores

Impulsionada pelo crédito do Pronaf Mais Alimentos e pela alta de 96% nos microtratores no último ano, fabricante supera a estimativa modesta de 3,4% prevista pela Abimaq para o setor geral.

O cenário para o mercado de maquinário agrícola em 2026 desenha duas realidades distintas. Enquanto a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) adota cautela e prevê um crescimento tímido de 3,4% para o setor geral — englobando equipamentos de pequeno, médio e grande porte —, o segmento voltado à agricultura familiar demonstra um vigor superior. A Agritech, fabricante especializada neste nicho, iniciou o ano com uma projeção otimista de expandir suas vendas de tratores em 10%.

A confiança da empresa baseia-se fortemente na disponibilidade de crédito rural subsidiado, ferramenta essencial para a modernização das pequenas propriedades. Segundo Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, gerente de Vendas e Marketing da Agritech, a linha de financiamento Pronaf Mais Alimentos tem sido o grande motor desse consumo. Com taxas de juros atrativas de 2,5% ao ano e teto de financiamento de até R$ 100 mil, o programa viabiliza a aquisição de tecnologia por produtores que buscam eficiência.

Além das condições financeiras, a estratégia de portfólio da companhia sustenta as metas agressivas. A empresa aposta na versatilidade do modelo 1155, seu principal produto, que hoje conta com mais de 49 versões adaptáveis. Outro destaque é o lançamento do trator 1185 Fruteiro, desenvolvido com dimensões compactas e potência calibrada para as necessidades específicas da fruticultura.

Os resultados recentes validam a estratégia. No último ano, a venda de microtratores da marca registrou um salto expressivo de 96%. O número reflete uma tendência de comportamento do agricultor, que procura soluções de mecanização que combinem baixo custo de aquisição com ganho operacional imediato.

Para o primeiro semestre de 2026, a previsibilidade financeira é um trunfo. O Plano Safra 2025/2026 prevê a liberação de 63% dos recursos totais logo nos primeiros seis meses do ano. De acordo com Oliveira, essa injeção de capital favorece o planejamento de investimentos, principalmente para quem atua com café, hortifrúti e frutas.

O executivo reconhece, contudo, que o ambiente macroeconômico impõe desafios. Fatores como a falta de perspectiva de valorização das commodities, custos de produção elevados, taxas de juros gerais e as incertezas típicas de um ano eleitoral tendem a reduzir o ritmo global da mecanização no campo. Mesmo diante dessas variáveis, a Agritech mantém suas estimativas positivas, apostando na resiliência e na demanda reprimida do pequeno produtor.

Fonte: Redação

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