Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 17:46

Consórcio de máquinas agrícolas dispara e vira solução estratégica para modernizar o campo

Com prazos longos, baixo custo e forte adesão de pequenos e médios produtores, modalidade supera veículos pesados tradicionais e se consolida como ferramenta de investimento planejado no agronegócio.

O consórcio rural tem se destacado como uma das alternativas mais competitivas para produtores que buscam modernizar suas operações sem depender do crédito bancário tradicional. A modalidade vem ganhando espaço especialmente entre pequenos e médios agricultores interessados em ampliar a capacidade produtiva e atualizar o maquinário de forma sustentável.

Segundo Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e soluções financeiras, esse avanço revela uma mudança no comportamento dos produtores e na forma como o agronegócio organiza seus investimentos. “Esse crescimento acontece porque quem financia pelo banco tem no máximo 60 meses para quitar. No consórcio, o prazo pode chegar a 180 meses, ou seja, 15 anos para pagar. Em um cenário de crédito caro e restrito, isso explica a procura crescente pela modalidade”, afirma o executivo.

Dados divulgados em novembro pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o consórcio de máquinas agrícolas passou a responder por 51% dos participantes do segmento de veículos pesados, ultrapassando caminhões (41%) e outros equipamentos (8%). Entre os consorciados já contemplados, 91,6% adquiriram máquinas novas, com os tratores ocupando o topo da preferência. O levantamento também aponta que 67% dos participantes são pessoas físicas, e 45% têm mais de 45 anos, demonstrando o aumento da adesão entre produtores já estabilizados em suas atividades.

O estudo revela ainda que a maior parte dos consorciados ativos atua diretamente no campo, representando cerca de 90% do total, com destaque para produtores de soja, milho e arroz. Nos primeiros oito meses do ano, o Centro-Oeste liderou as vendas de cotas de máquinas agrícolas, seguido pelas regiões Sudeste e Sul. “Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás estão entre os estados com maior compra de máquinas e maior procura por cotas. O produtor entende cada vez mais a importância do planejamento financeiro e da organização do fluxo de caixa. Com o consórcio, ele pode programar a compra de tratores, colheitadeiras ou implementos sem se expor a juros elevados, o que traz mais previsibilidade ao negócio”, destaca Gomes.

Diante de um setor agrícola cada vez mais dependente de tecnologia, precisão e eficiência operacional, o consórcio rural se afirma como uma alternativa sólida para financiar o crescimento planejado, conectando o campo a soluções financeiras modernas. O CEO da Maestria lembra que a estratégia também tem sido utilizada como ferramenta de proteção patrimonial. “Muitos produtores enxergam o consórcio como uma forma de poupança programada que, além de preservar o capital, impulsiona a expansão da produção com custos menores. É uma escolha inteligente para quem busca modernização e sustentabilidade financeira no agronegócio”, finaliza.

Fonte: Redação

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