Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 19:27

Indústria de máquinas cresce 11% em setembro e mantém ritmo positivo em 2025

Setor acumula alta de quase 11% no ano, impulsionado pelo mercado interno, mas enfrenta desafios no comércio exterior com queda nas exportações para os EUA.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou setembro em alta, registrando crescimento de 11,2% na receita líquida de vendas em comparação ao mesmo mês de 2024. O desempenho, que alcançou R$ 27,2 bilhões, marca a recuperação do setor após a retração observada em agosto, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O avanço foi impulsionado por uma melhora ampla nos diversos segmentos produtivos. No acumulado de 2025 até setembro, o setor apresentou crescimento de 10,8% na receita total. O mercado interno teve papel central nesse resultado, com alta de 18,2% em setembro, somando R$ 20 bilhões, e expansão de 13,4% no acumulado do ano frente ao mesmo período de 2024.

Apesar do desempenho acima das expectativas, a Abimaq alerta que a instabilidade internacional, especialmente nos Estados Unidos, somada à política monetária mais restritiva, pode levar as empresas a frear novos investimentos nos próximos meses.

No comércio exterior, as exportações registraram leve alta de 1,8% em setembro, mas permanecem estáveis no acumulado do ano. A América do Norte teve retração de 8,9%, enquanto as vendas para a Europa cresceram 4,8% e para a América do Sul, 18,5% — com destaque para a Argentina, que aumentou em 44,3% suas importações de máquinas brasileiras, principalmente para os setores agrícola e da construção civil.

Já as importações avançaram 8,1% em relação a agosto e 8,4% na base anual, totalizando US$ 2,78 bilhões no mês. No acumulado de 2025, o crescimento foi de 9%, alcançando US$ 23,97 bilhões.

O nível de utilização da capacidade instalada atingiu 79,1% em setembro, ligeiramente acima de agosto (+0,1 ponto percentual) e 2,4 pontos acima de 2024. A carteira de pedidos estabilizou em 8,9 semanas, após a queda de 1,9% no mês anterior. Segundo a Abimaq, houve redução nos pedidos das indústrias de máquinas para logística e construção civil, mas o setor mantém tendência de estabilidade e consolidação no restante do ano.

Fonte: Redação

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