O próximo ano deve exigir atenção especial do setor de implementos rodoviários. Para o vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Alcides Braga, os dois segmentos seguiram trajetórias diferentes em 2025: o pesado manteve tendência de retração, enquanto os implementos leves avançaram.
Os números acumulados até novembro indicam estabilidade na queda, entre 5% e 6%, o que, segundo Braga, torna a tarefa de recuperar as vendas em 2026 menos complexa. De janeiro a outubro de 2025, foram comercializadas 125.341 unidades, contra 133.376 no mesmo período de 2024, representando retração de 6,02%.
No grupo dos produtos de maior volume da linha pesada — Baú Carga Geral, Basculante, Graneleiro/Carga Seca, Baú lonado e Tanque Carbono — apenas o Baú Carga Geral registrou crescimento. Já a linha leve mostrou expansão em praticamente todos os itens, com exceção das betoneiras.
O setor pesado acumula queda de 19,96% no ano, com 60.123 unidades vendidas até outubro, ante 75.117 no ano anterior. Em contraste, o segmento leve cresceu 11,94%, alcançando 65.218 unidades, contra 58.259 de 2024.
Outro dado relevante é o avanço das exportações. Entre janeiro e setembro, houve crescimento de 50,74%. Nesse período, foram vendidos 3.559 implementos ao exterior, ante 2.361 no mesmo intervalo de 2024. Braga atribui esse resultado ao programa MoveBRazil, parceria entre a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR) e a ApexBrasil, que promove missões comerciais e ampliou a presença internacional da indústria brasileira.
Para 2026, o setor projeta manter o bom desempenho da linha leve e trabalhar para recuperar o segmento pesado, que ainda sente os reflexos do ritmo de investimentos em infraestrutura e logística.