O mercado imobiliário em Fortaleza e nos municípios de sua Região Metropolitana encerrou o terceiro trimestre de 2026 com um volume financeiro de R$ 2,523 bilhões em vendas de imóveis novos. De acordo com o balanço divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), o resultado marca uma expansão de 18% em relação aos R$ 2,141 bilhões apurados em igual intervalo do ano passado.
No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o Valor Geral de Vendas (VGV) no estado alcançou R$ 7,083 bilhões, totalizando 13.172 unidades comercializadas. Somente entre os meses de julho e setembro foram transacionados 4.973 apartamentos e casas residenciais, um salto de 21% sobre o volume físico registrado no terceiro trimestre de 2025. A capital cearense concentrou 3.543 dessas negociações, o que corresponde a 71% do total vendido na região.
Preço do metro quadrado e mercado imobiliário em Fortaleza
A valorização dos imóveis verticais na capital manteve trajetória consistente de alta. O valor médio do metro quadrado residencial em Fortaleza atingiu R$ 12.402 no trimestre, avançando 3% na comparação anual e acumulando uma valorização de 13% em relação a 2024. Bairros tradicionais da orla marítima e do polo nobre, como Meireles, Beira-Mar, Cocó e Guararapes, sustentaram os índices mais elevados de apreciação patrimonial.
A força motriz das vendas, contudo, esteve alicerçada na habitação de interesse social. As unidades enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida (com valores de até R$ 600 mil) responderam pelo maior dinamismo comercial, somando 1.734 contratos na capital e 1.067 nos municípios metropolitanos vizinhos, como Eusébio, Caucaia, Aquiraz e Maracanaú.
Estoque de luxo e volume expressivo de lançamentos
Na outra ponta da pirâmide de consumo, o segmento de altíssimo padrão também consolidou posição de destaque. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica aponta a existência de 492 unidades residenciais verticais disponíveis nos estoques da capital acima de R$ 3 milhões, das quais 201 ultrapassam a barreira dos R$ 5 milhões, atendendo a investidores patrimoniais e compradores em busca de condomínios fechados e torres de alto padrão.
O volume de novos lançamentos acompanhou a liquidez do mercado. Ao todo, foram apresentadas 5.393 novas unidades no trimestre e 14.517 no acumulado de 2026, um crescimento de 33% sobre 2025. Para a liderança do Sinduscon-CE, o equilíbrio saudável entre o lançamento de projetos e a velocidade de absorção pelas famílias reafirma o protagonismo da construção civil na geração de renda e riqueza no Ceará.


