Fortaleza – CE | quarta-feira 25 de fevereiro de 2026 / 17:41

Interior do Ceará assume protagonismo e lidera nova fase do empreendedorismo no Estado

Digitalização dos serviços públicos, inovação e descentralização econômica impulsionam negócios regionais e reduzem a dependência de Fortaleza

O mapa econômico do Ceará está passando por uma transformação profunda. Se antes abrir uma empresa significava, quase sempre, recorrer à Capital, Fortaleza, hoje o cenário é outro: o interior do Estado ganha força e se consolida como motor de uma nova fase de expansão econômica, impulsionada pela digitalização, inovação e desburocratização dos serviços públicos.

De acordo com Eduardo Jereissati, presidente da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), o movimento representa uma mudança estrutural no empreendedorismo regional. “O empreendedor do interior não precisa mais vir à Capital para prosperar. Essa é uma realidade que ficou para trás. Nosso papel é criar condições para que as pessoas cresçam onde vivem”, afirma.

Digitalização acelera abertura de empresas

A transformação digital dos serviços públicos foi decisiva para essa nova fase. Atualmente, todo o processo de abertura de empresas é 100% online, podendo ser realizado de qualquer cidade cearense, inclusive via WhatsApp, com o auxílio do assistente virtual Juca. A ferramenta utiliza inteligência artificial para orientar o cidadão e concluir o registro com validação pelo Gov.br.

O impacto é expressivo: o tempo médio de abertura de uma empresa caiu de 150 dias para apenas cinco minutos nos casos de baixo risco. “A integração entre os órgãos públicos eliminou etapas repetitivas e reduziu a burocracia. Hoje, são os dados que circulam, não o cidadão”, destaca Jereissati.

Setor de serviços lidera o crescimento empresarial

A nova dinâmica econômica também mudou o perfil das empresas no Ceará. Segundo dados da Jucec, o setor de serviços ultrapassou o comércio e lidera o ranking estadual, representando 41% das 1,07 milhão de empresas ativas. O comércio responde por 38%, e o restante pertence à indústria. Em Fortaleza, que concentra cerca de 445 mil empreendimentos, os segmentos de moda, turismo e têxtil continuam entre os mais relevantes.

Geração Z e o avanço dos negócios digitais

O avanço do empreendedorismo jovem é outro destaque. “Os empreendedores da geração Z estão apostando em negócios digitais, inovação e tecnologia. Isso amplia o alcance da economia do Ceará e diversifica as oportunidades de trabalho”, afirma o presidente da Jucec.

Ele também ressalta que a legislação atual permite a formalização de atividades em residências, ampliando as possibilidades de renda. “Hoje é possível empreender no quintal de casa, gerar empregos e movimentar a economia local. É uma revolução silenciosa, mas transformadora”, completa.

Desenvolvimento regional e novos polos de consumo

Para Eduardo Jereissati, o fortalecimento do empreendedorismo fora da Capital cria novos polos de renda e consumo, reduz a concentração econômica e promove uma distribuição mais equilibrada de oportunidades em todo o Estado.

“O que vemos é o Ceará avançando para um modelo mais inclusivo, conectado e sustentável, em que o interior se consolida como protagonista do crescimento econômico”, conclui.

Fonte: Redação

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