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Construção a seco ganha espaço e é adotada por 41% das empresas

Levantamento da FGV IBRE aponta avanço de sistemas como drywall e steel frame na busca por redução de desperdício e maior velocidade nos canteiros.

A industrialização dos métodos construtivos atinge patamares crescentes de maturidade na engenharia nacional. De acordo com o Índice Geral de Industrialização da Construção (IGIC), desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a adoção de sistemas industrializados subiu para 48,2 pontos no país, comprovando que quase metade das empresas do setor já emprega técnicas fabris e montagem modular em suas obras.

Entre as tipologias avaliadas no estudo, os sistemas de construção a seco no Brasil despontam como a solução de maior penetração nos canteiros. O drywall, estruturado com placas de gesso acartonado fixadas sobre perfis metálicos, já faz parte da rotina operacional de 41% das construtoras pesquisadas. Já o light steel frame, método que utiliza perfis de aço galvanizado autoportantes para formar o esqueleto estrutural de edificações inteiras, é empregado por 17,4% das companhias avaliadas.

Eficiência de canteiro e racionalização de recursos

O avanço das soluções a seco reflete a necessidade premente de superação dos métodos artesanais de alvenaria úmida, historicamente associados a elevados índices de refugo de materiais, dependência climática e atrasos de cronograma. Ao transferir etapas críticas de conformação para processos industriais padronizados, a construção ganha previsibilidade geométrica milimétrica e cronogramas de entrega significativamente encurtados.

Outro benefício estrutural de peso é a redução expressiva de carga sobre as fundações das edificações. Por ser substancialmente mais leve que paredes tradicionais de blocos cerâmicos ou concreto, o sistema a seco permite redimensionar sapatas, estacas e vigas baldrames, gerando economia indireta de aço e concreto nas primeiras fases da obra.

Alinhamento a práticas sustentáveis e produtividade

Do ponto de vista da sustentabilidade corporativa e das exigências de padrões ESG, os métodos a seco eliminam quase por completo o consumo de água na montagem de vedações e geram canteiros mais limpos, organizados e seguros para as equipes de execução. A geração de entulho cai de forma acentuada, enquanto os componentes metálicos e placas de gesso apresentam alto índice de reciclabilidade.

O crescimento consolidado pela pesquisa da FGV IBRE indica que a industrialização deixou de ser restrita a nichos específicos e passou a compor o planejamento estratégico de incorporadoras de diferentes portes em todo o território nacional, desenhando um novo padrão tecnológico para as próximas décadas do setor imobiliário.

Fonte: Redação
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